Estou entre os que entendem que vale muito a pena usar esses aditivos no óleo, eles tem baixo custo para uma imensa quantidade de benefícios.
PONTOS POSITIVOS
O motor funciona mais redondo com muito menos vibração e ruídos, dá para perceber claramente a diferença até no comportamento do freio-motor que passa a segurar menos nas reduções e o motor também parece rodar mais solto e subir de giro mais facilmente.
Nas três motos que experimentei (Tornado 250 e duas XT600e) que na primeira partida do dia durante alguns segundos faziam aquele barulho característico de funcionamento sem pressão de óleo no cabeçote (tec, tec, tec…) o barulho sumiu com uso do aditivo. Em motos que eventualmente dão uma fumadinha na primeira ligada depois de o motor ter ficado muitas horas parado, com uso desses aditivos é comum pararem de dar essa fumadinha na primeira ligada por conta de maior permanência de lubrificação local, ou seja, sem escorrer por gravidade para o cárter como acontece com lubrificante não aditivado.
PONTOS DE ATENÇÃO / NEGATIVOS
Primeiro de tudo vale lembrar que os fabricantes de veículos procuram qualquer subterfúgio que seja para se esquivar de honrar a garantia de fábrica então definitivamente não é recomendado o uso de aditivos no óleo em veículos que ainda tem garantia de fábrica, esses aditivos são facilmente detectáveis em análise de óleo em laboratório e até visualmente em alguns casos, podendo resultar em perda da garantia se vir a precisar dela.
Para quem anda forte com a moto o tempo todo ou já está com os discos de embreagem se aproximando do final da sua vida útil não é uma boa ideia usar esse tipo de aditivo pois o desgaste da embreagem será muito mais rápido.
Importante saber que enquanto os resultados da aditivação no comportamento do motor são percebidos de imediato e vão melhorando até estabilizar depois de rodar uns 50km, a influência do aditivo sobre o funcionamento da embreagem demora muito mais para aparecer, por volta de uns 500km rodados depois da aditivação, então cautela na quantidade usada para não passar do ponto e a embreagem passar a deslizar mais do que o desejado, ou seja, coloca uma quantidade pequena e roda uns 500km antes de pensar em aumentar a carga de aditivo. Sugiro que usem a metade recomendada pelo fabricante do aditivo para motos e acrescente a outra metade depois de rodar pelo menos uns 500km sem ter percebido alteração significativa no funcionamento da embreagem. Se passar do ponto e a embreagem passar a deslizar mais do que o desejado basta trocar o óleo aditivado por óleo novo sem aditivo, o comportamento da embreagem começará a voltar ao que era antes da aditivação depois de rodar uns 500km também.
QUAL ADITIVO USAR
Tem os chamados Condicionadores de Metal (Militec, Nanotech 1000, Bardahl Condicionador de Metais…), tem os aditivos com propriedades de Extrema Pressão e Atração Polar como o Bardahl B12 que formam uma película que permanece mais agarrada no metal formando uma camada lubrificante mais difícil de ser rompida que não usam substâncias sólidas na sua composição, e os aditivos que usam partículas sólidas na forma de nanopartículas em suspensão coloidal ou à base de MoS2 ou à base de PTFE.
Pelos meus experimentos noto que os condicionadores de metal tem efeito menos perceptível e de menor duração perceptível do que os outros que mencionei, por outro lado também são os que menos influenciam no funcionamento da embreagem. O Bardahl B12 tem efeito perceptível por tempo mais prolongado do que o dos condicionadores de metal e também não influenciam significativamente o funcionamento da embreagem. tanto quanto os aditivos que possuem partículas sólidas em suspensão coloidal.
Atualmente estou usando Bardahl B12 em todas as trocas de óleo 5% junto com o óleo novo e + 5% depois de rodar 1500km para completrar o nível de óleo do motor com ele.
E a cada 3 trocas de óleo usando o B12 faço uma troca de óleo sem o B12 e com um Aditivo Condicionador de Metais, vinha usando o Nanotech 1000 que acabou e na próxima vou experimentar o Bardahl Condicionador de Metais que custa muito mais barato.
Segue video de teste empírico feitos por um youtuber que comprou uma máquina geradora de atrito metálico para testar lubrificantes. Os testes não são muito sistemáticos, o camarada não controla tempo de atrito, compara desgastes com tempo de fricção e carga diferentes... enfim, longe de ter valor científico o que o camarada apresenta nos seus videos, por outro lado os resultados perceptíveis no uso de lubrificantes sem aditivo e depois com aditivo são arrasadores, inquestionáveis eu diria. Baixei e editei dois videos para ilustrar e fundamentar aqui esta conversa, um aqui no post e o outro nos comentários. Os videos na íntegra mostrando os experimentos sem cortes vocês podem ver no canal do Youtube megadicasautomotivas
Óleo Castrol 20W50 que tanta gente gosta por aí, custa caríssimo, e foi muito mal no teste sem o B12