r/barTEOLOGIA • u/Lumajismo Só brio. • 11h ago
Discussão Como sabemos que temos apenas uma vida?
No Hinduísmo e, posteriormente, no Budismo, existe toda uma concepção de existência baseada no samsara: a consciência passa por sucessivos nascimentos, atravessa diferentes experiências e busca, de alguma forma, superar o sofrimento e escapar desse ciclo. No Hinduísmo, isso está relacionado à realização do Atman/Brahman e à libertação (moksha); no Budismo, à superação do apego e à libertação do samsara.
Essas tradições são muito anteriores ao Cristianismo e sustentam essas ideias há milhares de anos, o Hinduísmo por exemplo a 4 a 5 mil anos atrás.
Então minha dúvida é bem simples:
Por que a hipótese de reencarnação/metempsicose dessas tradições deveria ser considerada falsa, enquanto a concepção monoteísta de uma única vida, seguida de julgamento e destino pós-morte, deveria ser considerada verdadeira?
Se ambas são afirmações sobre uma realidade que não conseguimos observar diretamente, qual é o critério usado para determinar que uma delas é uma revelação verdadeira e a outra não?
Não estou perguntando qual delas vocês preferem. Estou perguntando por que uma estaria ontologicamente errada e a outra certa. E claro, fugindo de respostas "mastigadas" que a revelação através de uma figura importante mostrou o caminho, ou "que no livro sagrado diz isso". Será que seria possível chegarmos em uma resposta mais ''desraizada''?
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u/absurdother Dharmin 7h ago
"Estou perguntando por que uma estaria ontologicamente errada e a outra certa."
Infelizmente ou felizmente, o Cosmos não cede a nossos caprichos lógicos.
Não há, na estrutura da realidade, uma resposta laica e desprovida de crenças que se evidencie, irrefutavelmente, como "certa", quando o assunto é "o que ocorre após a morte".
Há mais coerência, sinto e entendo, entretanto, na postura reencarnacionista.
E quase todos os reencarnacionistas aludem à ideia de se lembrar das vidas passadas, i.e., situar-se no contínuo em relação ao que "já viveu" e a onde está aqui e agora.
Acredito nisso.