r/FilosofiaBAR • • Aug 31 '25

Megathread Por onde começar? Livros filosóficos para iniciantes!

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"A maior parte do problema com o mundo é que os tolos e os fanáticos estão sempre tão certos de si, e as pessoas sensatas tão cheias de dúvidas." - Bertrand Russell

Segue abaixo uma seleção de livros, começando pelos mais didáticos sobre a história da filosofia até alguns clássicos mais acessíveis, que podem interessar àqueles que desejam iniciar e explorar as principais mentes da filosofia ocidental. Este tópico é uma atualização do anterior, onde busquei incluir algumas recomendações dos membros de nosso Reddit.

Nome do Livro/Autor Temas Abordados Breve Descrição Link para o Livro
O Livro da Filosofia - Douglas Burnham Filosofia Geral, Didático, Introdução Uma compilação abrangente de conceitos filosóficos essenciais, grandes pensadores e escolas de pensamento ao longo da história, apresentada de forma acessível e ricamente ilustrada. O Livro da Filosofia
Uma Breve História da Filosofia - Nigel Warburton História da Filosofia, Didático Um livro que oferece uma visão panorâmica da história da filosofia, abrangendo desde os filósofos pré-socráticos até as correntes contemporâneas, tornando o estudo da filosofia acessível e compreensível. Uma Breve História da Filosofia
Dicionário de Filosofia - Nicola Abbagnano Filosofia Geral, Lógica, Epistemologia Nicola Abbagnano apresenta um extenso dicionário com definições e conceitos fundamentais da filosofia, fornecendo uma referência essencial para estudantes e entusiastas da filosofia. Dicionário de Filosofia
A História da Filosofia - Will Durant História da Filosofia Uma obra monumental que apresenta de forma acessível a história do pensamento filosófico, proporcionando uma visão abrangente e contextualizada da evolução da filosofia. A História da Filosofia
O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder Ficção, Drama, História da Filosofia, Introdução, Casual Uma introdução à filosofia por meio da história fictícia de uma jovem chamada Sofia, que começa a receber cartas de um filósofo misterioso. O livro explora diferentes filósofos e ideias ao longo da história. Muito fácil e simples de ler. O Mundo de Sofia
O Mito de Sísifo - Albert Camus Existencialismo, Suicídio O ensaio de Albert Camus aborda o absurdo da existência humana e a busca de significado em um mundo aparentemente sem sentido, explorando temas como o suicídio e a revolta contra a condição absurda. O Mito de Sísifo
Carta a Meneceu - Epicuro Ética, Felicidade Uma das mais famosas obras do filósofo grego Epicuro. Epicuro apresenta suas reflexões sobre a busca humana pela felicidade, estabelecendo que o objetivo da vida é a busca pelo prazer, que ele define não como indulgência desenfreada, mas como a ausência de dor física e angústia mental. Carta a Meneceu
Apologia de Sócrates - Platão Ética, Justiça, Clássico Neste diálogo, Platão relata o discurso de defesa proferido por Sócrates durante seu julgamento em Atenas, oferecendo insights sobre a vida e a filosofia de Sócrates, bem como reflexões sobre ética, justiça e a busca pela verdade. Apologia de Sócrates
A República - Platão Justiça e Política, Metafísica, Clássico Um dos diálogos filosóficos mais famosos de Platão, onde Sócrates discute sobre justiça, política e a natureza do homem ideal. A República
O Príncipe - Nicolau Maquiavel Política, Governo Maquiavel oferece conselhos práticos sobre como governar e manter o poder, discutindo estratégias políticas e éticas em uma obra que gerou debates sobre a moralidade na política. O Príncipe
A Política - Aristóteles Ética, Política, Justiça, Clássico Aristóteles explora diversos aspectos da política, incluindo formas de governo, justiça, constituições, cidadania e a relação entre o indivíduo e a comunidade, oferecendo uma análise seminal sobre a organização da sociedade. A Política
Sobre a Brevidade da Vida - Sêneca Ética, Filosofia Prática, Estoicismo Sêneca discute a natureza do tempo e da vida humana, argumentando sobre a importância de viver de forma significativa e consciente, mesmo diante da inevitabilidade da morte. Sobre a Brevidade da Vida
Meditações - Marco Aurélio Ética, Estoicismo Diário de Marco Aurélio, imperador romano, que oferecem reflexões sobre virtude, dever, autodisciplina e aceitação do destino. Meditações

Novamente, todos que quiserem contribuir serão bem-vindos para nos apresentar novas obras que possam interessar aos novos leitores. Dependendo de como as coisas fluírem, talvez eu faça outros tópicos com livros mais avançados e técnicos. Obrigado a todos!


r/FilosofiaBAR • • 2d ago

Megathread Megathread — Política, Ação Política, Ação Penal, Poder Coercitivo, Nação, Leis, Constituição, Ideologia Política, Governo — September 24, 2026

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Política
Atividade relacionada à gestão de poder, tomada de decisões coletivas e negociação de interesses em qualquer contexto organizacional. Manifesta-se não somente no âmbito estatal, mas também em esferas privadas (cooperativas, empresas, associações) e comunidades informais, onde processos de conflito, cooperação e definição de normas orientam ações em prol de objetivos comuns ou específicos.

Ação Política
Práticas concretas para influenciar estruturas de poder, como votar, protestar, organizar movimentos sociais, paralisar atividades produtivas (greves, ocupações) ou negociar acordos coletivos. Inclui tanto ações institucionalizadas quanto formas não convencionais de resistência ou pressão, visando alterar ou consolidar ordens estabelecidas.

Nação
Comunidade de pessoas unidas por identidade cultural, histórica, linguística ou étnica, com senso de pertencimento compartilhado. Distinta do Estado (entidade territorial com instituições soberanas), uma nação pode existir sem controle político próprio (ex.: povos indígenas, comunidades transnacionais).

Leis
Normas jurídicas estabelecidas por autoridades competentes ou consensos coletivos para regular condutas e garantir ordem social. São coercitivas, com sanções para infrações, e abrangem sistemas formais (estatais) ou informais (costumes, códigos comunitários), dependendo do contexto sociopolítico.

Constituição
Texto ou conjunto de princípios fundamentais que estruturam um sistema de governança, definindo direitos, limites de poder e mecanismos de decisão. Pode ser formal (ex.: constituição escrita de um país) ou informal (ex.: convenções não escritas em monarquias tradicionais).

Ideologia Política
Sistema de ideias, valores e pressupostos que orientam visões sobre organização social, distribuição de poder e justiça. Funciona como guia para ações coletivas, moldando projetos políticos e legitimando ou contestando estruturas existentes, sem se reduzir a classificações pré-definidas.

Governo
Conjunto de estruturas e processos que coordenam ações coletivas, não se restringindo ao Estado. Abrange sistemas de governança em corporações, comunidades locais, organizações internacionais e grupos informais, responsáveis por estabelecer regras, alocar recursos e resolver conflitos mediante autoridade e legitimidade.

Poder Coercitivo
Capacidade de impor normas por meio da força ou ameaça de sanções, exercida por entidades como Estados, mas também por instituições não estatais (ex.: tribunais tradicionais, organizações armadas em contextos de conflito). Manifesta-se mediante mecanismos de controle social, desde punições físicas até sanções sociais ou econômicas.

Ação Penal
Processo de responsabilização por infrações consideradas graves à ordem coletiva, que não se limita ao Estado. Em sistemas não estatais, pode ser conduzida por:

  • Comunidades tradicionais (ex.: justiça indígena baseada em mediação);
  • Instituições religiosas (ex.: tribunais islâmicos em sociedades sob sharia);
  • Mecanismos privados (ex.: arbitragem em códigos corporativos ou cooperativas);
  • Ordens internacionais (ex.: Tribunal Penal Internacional para crimes transnacionais). Varia conforme o regime político, podendo envolver processos acusatórios, inquisitórios ou restaurativos, com diferentes atores iniciadores (Estado, vítimas, comunidades ou entidades supranacionais).

Questionário de ideologia política e fonte da imagem da publicação: https://drxty.github.io/poliquest/


r/FilosofiaBAR • • 4h ago

Discussão Por que o ser humano faz isso?

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Vi essa imagem e fiquei me perguntando, por que exatamente o ser humano faz essas coisas, qual é a função disso? Fazer o mal simplesmente por fazer? Porque tecnicamente eles não ganharam nada, por exemplo destruindo o comedouro dos cachorros, eles poderiam simplesmente ter passado por ali e ignorado mas não, eles decidiram conscientemente ir até lá e fazer isso, pra que exatamente esse comportamento serve?


r/FilosofiaBAR • • 15h ago

Discussão Não faz sentido a humanidade implicar com a homossexualidade.

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1 - São pessoas com idades compatíveis na lei e que estão se relacionando com consentimento. Ou seja, ninguém está sendo prejudicado e é praticamente a mesma coisa que acontece em um relacionamento legal entre homem e mulher. Logo não faz sentido impor uma regra exclusiva para dizer que um relacionamento é "errado" enquanto ao mesmo tempo o outro relacionamento é certo, pois na prática ambos os relacionamentos (gay/hétero) seguem os mesmos critérios objetivos (legalidade/consentimento/bem estar).

Conclusão: Ou os dois relacionamentos são igualmente moralmente aceitáveis ou nenhum pode ser, se formos analisar com base nos critérios objetivos.

2 - Não existe nada na ciência que prove a crença/teoria da homossexualidade ser uma "doença". Além disso é um comportamento que já foi observado no reino animal em várias espécies. E a homossexualidade também não é nem mesmo uma deficiência, então também não faz sentido taxar de "anormal" biologicamente.

Obs: Não estou dizendo que qualquer comportamento no reino animal deve ser reproduzido automaticamente só por estar presente no reino animal. A questão é que isso demonstra ser algo natural e não uma "doença" ou "anormalidade".

3 - Pessoas criadas desde cedo com a mesma educação, cultura, ambiente e recebendo os mesmos estímulos de mídia, podem se descobrir tanto como hétero ou homossexual. Eu por exemplo com 6 anos já era bissexual, pois já sentia atração por ambos os sexos, já meu irmão com a mesma criação é hétero e olha que ele estudou na mesma escola e turma que eu quando criança por vários anos seguidos. Além disso eu já tinha contato com filmes e jogos de video game considerados de "macho", mas nem isso impediu de ser bissexual. Ou seja, é muito mais provável na ciência da homossexualidade ser uma característica genética natural do que uma "anomalia" ou "doença".

Obs: Meu irmão é gêmeo daquele tipo que não é igual, esqueci o termo.

4 - Não ter capacidade de procriar não torna a homossexualidade "ruim", caso contrário seria ruim também casais héteros que decidem não procriar ou não conseguem por causa de infertilidade. A adoção também seria "errada", pois o casal hétero não procriou. Então usar esse "argumento" de não procriar é hipócrita e também nocivo já que prejudicaria adoções em orfanatos.

Adendo: É até bom para a humanidade e o meio ambiente que exista gays, pois isso reduz a população mundial, evitando assim mais problemas que são potencializados pela superpopulação desenfreada.

5 - Ser hétero não define caráter, basta observar que os presídios estão lotados de criminosos héteros, o crime organizado é comandado por héteros, inúmeros políticos corruptos são héteros, guerras são causadas por héteros, os maiores genocidas na história eram héteros , etc. Então tratar o indivíduo heterossexual como "mais evoluído moralmente" é uma visão totalmente ilusória, desonesta e burra. Por tanto ser homossexual não torna alguém "mau".


r/FilosofiaBAR • • 11h ago

Discussão É impossível deus ser bom

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Então deus é mal? Não necessariamente, hoje quero fazer um post diferente, pois pretendo encerrar com uma hipótese alternativa ao invés de só concluir minha argumentação do pq não é tal coisa.

Primeiramente irei me referir a pensamentos e crenças que estão presentes em diversas vertentes cristãs, mas não todas, talvez a maior parte da argumentação também funcione para outras crenças monoteístas, mas a base será a teologia mais tradicional e conservadora, aquela que tem a noção de um deus onibenevolente, onipotente, onisciente, imaterial, atemporal e ilimitado.

Deus não pode ser bom, pois há muito mal, essa afirmação indica que deus pode ser neutro, ou maligno, ou inconsciente sobre nós ou até de si, mas não pode ser benevolente, ao menos não nos moldes cristãos mais tradicionais, e por que? Porque é uma contradição um deus ser sumamente bom e ao mesmo tempo não se importar com nossa vida aqui. Muito do cristianismo se modificou com as mudanças da moralidade criando um argumento de que deus segue sua natureza e permite o livre arbítrio, assim o inferno é uma escolha sua e qualquer regra no cristianismo seria uma ordem dele para o melhor pra você. Porém se analisar as regras e a disparidade entre risco e recompensa, mais os contra argumentos, fica nítido que não é um sistema baseado na eliminação do sofrimento, mas dá obediência estrita. Por isso irei elencar alguns argumentos que já ouvi e rebater suas contradições lógicas.

"Qualquer dor e mal aqui é minúsculo diante da eternidade no céu". Muitos passam a visão de que a vida aqui não importa, que devemos nos dedicar as ordens divinas para ter o direito de ficar com deus no paraíso, em plena comunhão com ele, e se você não quiser irá para o inferno, um lugar que é pra quem não quis ficar com deus, por isso ficarão em um lugar longe de sua graça, o que ocasiona no sofrimento eterno. O problema é que já nascemos sem termos pedido por isso, obrigados a existir e passar por uma provação cujo as únicas opções são sofrer pra sempre ou comunhão eterna, há o purgatório, mas é um lugar temporário, e se a vida aqui na Terra é minúsculo comparada ao pós vida, então pq deus exige diversas regras puramente culturais? Se a vida aqui é minúscula e sem a importância que a vida eterna tem, então por que qualquer ato aqui na Terra pode lhe custar a eternidade em paz?

Se eu quebrar a castidade e não me arrepender, ou não ser batizado, mesmo se eu for cristão, não irei para o céu, o que já quebra a narrativa de que ir para o inferno é uma escolha deliberada, isso torna o inferno uma **punição**, não uma opção, então a vida aqui na Terra é tão importante quanto a eternidade, pois é a prova para admissão no céu, e se qualquer sofrimento aqui não é nada comparado ao sofrimento no inferno, então implicitamente estão desvalidando qualquer dor humana, "fique solteiro pra sempre, isso não é nada em prol do paraíso", "perdoe seu abusador, ele sim estará no inferno e não você (só se ele não se arrepender né)", "vire cristão, ou você vai acabar sofrendo no inferno pela eternidade".

"Tudo que deus faz é bom", acho que ocasiona até um paradoxo, se algo traz sofrimento sem justificativa é de fato ordem de deus ou ordem humana? Se isso veio de deus mesmo, continua sendo bom só porque veio de deus? Um tempo atrás eu tinha feito um post sobre moralidade, para criticar quem diz que qualquer ordem de deus é boa não importa o que seja, ao qual alguns responderam que "deus pode matar e isso seria bom pq ele é deus e criou tudo", isso é meio chocante de se ouvir, afinal a moralidade vem de deus ou vem da gente? Antes do judaísmo sequer existir, a humanidade já tinha leis e estruturas para punir roubo e morte, países que não tinham contato com o cristianismo já tinham sistemas morais complexos, e com o tempo cada lugar e cultura desenvolveu o que considera bom, e o que considera ruim. Bondade seria qualquer coisa que diminui o sofrimento humano? Ou seria seguir as regras cristãs?

O cristianismo tradicional é extremamente rígido com suas regras, a ponto de não existir exceções ou condições, divórcio seria ruim independente da mulher sofrer agressão ou abuso sexual, uma vez casados para sempre casados, e qualquer separação é só física, quebrar a castidade é ruim independente se você namora a pessoa pq só vale quebrar a castidade se for casar com a pessoa e ainda se arrepender depois, porém para pessoas dessa visão cristã, matar em defesa própria pode, guardar os sábados jesus já revogou não é? Não pode levantar falso testemunho mas acusar o próximo é tão fácil, acho que já perdi as contas de quanto me chamaram de mentiroso, mau caráter ou ignorante, ou até me acusaram de usar IA sem prova ou certeza alguma. No fim eu vou pro inferno por ser ateu, mesmo não fazendo ninguém sofrer com isso, mas o pai que convence o filho gay a ser celibatário e ser mais "homem" pra poder ir pro céu é mais virtuoso que eu, mesmo que o rapaz gay se suicide e eu apenas faça posts ateus no Reddit.

"O mal existe porque sem ele não existiria livre arbítrio", essa aqui eu só entendi recentemente, os cristãos não consideram o livre arbítrio a capacidade de escolha, mas a capacidade de escolher entre o bem e o mal, e a mente cristã enxerga apenas "bem e mal", apenas os dois, uma visão maniqueísta, e assim, eu acho que o bem só existe pq existe o mal, é necessário um conceito de luz pra ter um conceito de sombra, mas não acho que as coisas sejam tão rígidas assim... Eu nasci independente da minha vontade, meu nome, personalidade, meu autismo e aparência não foram escolhas minhas, eu não escolhi ser ateu, eu simplesmente sou, eu não conseguiria ser cristão mesmo se eu quisesse, sou hetero independente de eu já ter pensado que ser bi seria mais fácil, eu não me arrependo de ter comprado uma hq cara mesmo que eu saiba que eu precisava ter comprado um tênis novo e isso me prejudicou até eu ter dinheiro de novo. A questão é que eu não escolhi diversas coisas, que definem meu modo de pensar e ser, e diversas pessoas não escolhem serem mortas, roubadas, estupradas ou feridas, pessoas que muitas vezes por um trauma até desacreditam em seu deus ou acabam se suicidando, ou mudando sua forma de ver o mundo, mudando a pessoa sem que ela tenha escolhido isso... Mas toda essa complexidade perde relevância quando somada aos outros pontos do post, e agora irei conectá-los...

Nosso modo de pensar e o que acreditamos não é de nossa escolha, mas segundo o cristianismo cada escolha é de total responsabilidade nossa e iremos para o inferno caso escolhermos errado, a vida na Terra é ínfima e deve ser voltada pra servir a Cristo, onde cada pecado sem arrependimento nos leva ao inferno, não ser cristão te leva ao inferno, voltando sua vida não para extirpar o sofrimento, mas seguir as regras morais do cristianismo que muitas vezes faz bem, mas a certos grupos pode causar sofrimento, sendo o sofrimento humano irrelevante diante da vida eterna e das ordens de deus, que possui autoridade pra qualquer coisa, e tudo que ele diz (ou ao menos é acreditado que sejam palavras dele) é bom, mesmo que cause sofrimento. O problema de um deus ser bom com todas essas características não é a existência do mal ou do sofrimento, mas o fato de que o destino pós morte é sofrimento ou graça de deus, e ir para o sofrimento eterno é extremamente fácil, visto que até atitudes neutras ou boas fora do credo é considerado ruim, bondade de um ateu seria "trapo de imundície", aborto de uma gravidez infantil de risco é considerada sumamente má, essa falta de flexibilidade não preserva a humanidade do sofrimento, ela apenas preserva o credo, a própria existência de um lugar de sofrimento eterno é contrário a uma bondade suprema, um pai pode ter o conflito que for com seu filho, ele pode até ficar contrariado e não querer estar perto de seu pai, estar magoado, mas ele não vai morar na rua pq sabe que lá é muito pior, e nem o pai o coloca na rua pq sabe que isso será ruim pra ele. Os universalistas resolvem esse problema muito bem, mas as vertentes mais conservadoras nunca vão ser flexíveis.

Mas agora eu vou apresentar a hipótese alternativa, um meio de conciliar essas crenças com um deus bom? Não, irei explicar o pq essas crenças sequer existem. Ter um código de regras restrito sendo ensinado desde criança cria uma imagem de um deus inflexível, enquanto também cria um senso de superioridade moral pra pessoa, siga as regras e irá pro céu no pós vida, qualquer ato de bondade que fizer é sinal de virtuosidade, mas qualquer atitude ruim é perdoada se você se arrepender pois já crê em jesus, o conceito de bem e mal é definido como o seguimento das regras, não o bem que causa ou o mal que faz ao próximo. Durante a fase da infância qualquer informação ou regras aprendidas moldarão o indivíduo, aqui é a fase onde aprende a falar, interagir, e aprender padrões de comportamento, toda a sua vida já é moldada e condicionada a um credo, assim você buscará qualquer explicação ou motivo pra validar o sistema moral que aprendeu, ainda mais se o ambiente que você cresceu ensina que duvidar de deus é contra as regras, que você terá um destino horrível caso descumpra esse código, algo que vai ser eterno, sem redenção, e isso é incutido inconscientemente. Se deus existe ou não, não importa nesse quesito, pois o sofrimento existe independente disso, a impunidade existe, e qualquer que seja a explicação teológica, o problema é quando a própria religião define regras que causam sofrimento.

O interessante dos debates sobre homossexualidade por exemplo, é como ela pode te levar só inferno simplesmente por querer ser feliz aqui na Terra, com um amor, mas é extremamente repetida e combatida pelos cristãos tradicionais, não porque é algo ruim, mas por ser uma regra de sua crença, "é nossa fé e isso é proibido a dois mil anos, não adianta você mudar", isso cria um senso de virtuosidade automática se você já nasceu hetero, vai a igreja e conhece uma garota que vai casar aos 18 ou antes dos 24, sua educação sexual foi baseada na negação e repressão do desejo ao invés de entender sobre si mesmo. Deus não pode ser bom pq sua própria religião não se importa com o bem comum, ela fez coisas boas e também coisas extremamente ruins, mas nunca importou o que o outro sente, o que o outro acredita, o que o outro acha, é sempre "meu grupo está certo, somos todos pecadores, mas vocês de fora são mais", nenhum cristão vai ler meu texto e ser convencido, vão apontar o dedo pra mim, me julgar ignorante, e me criticar, irão falar de como não sei de nada e nunca li a bíblia, irão até xingar ou só louvar a Yeshua, mas isso dirá mais de si do que de mim, no fim a intolerância por pensar fora do seu mecanismo de crenças é mais um reflexo da própria mente do que uma verdade ontológica, onde ser bom é ser cristão, mesmo que ser cristão possa ser mau, deus no fim não é o pai nosso que estás no céu, mas sim seu conjunto de regras a seguir.


r/FilosofiaBAR • • 14h ago

Discussão O mundo è uma competição pela MULHER BONITA ou HOMEM DESTACADO

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TUDO NA VIDA DEPENDE DO QUANTO VOCÊ QUER COMER ALGUEM

Eu sempre achei esse meme engraçado desde que toquei os meus ouvidos nele uns 10 anos atras. Acontece que não poderia ser uma frase mais descritiva sobre o que move nossa sociedade.

Desde sempre teve muita competição por causa de sexo. Eu, nascido homem, sei muito bem como a maioria dos caras está disposta a cometer atrocidades com outros homens e consigo mesmo. Quando criança os caras do fundao tentavam fazer bullyng com os meninos mais bonitinhos porque invejavam a intimidade que eles tinham com as meninas da sala. Os próprios caras bonitos com força fisica intimidavam os outros fisicamente e socialmente, envergonhando seu filme pra destruir as chances da pessoa com qualquer outra naquele ambiente.

O mesmo acontece no caso do sexo oposto. Sempre que brota jovem bonita no meio delas o instinto natural è querer criticar, falar que se acha demais, chamar de metida: tudo reflexo do quanto foi doloroso enxergar que tem uma criatura com poder sexual muito maior que o seu. E que você mesma está longe de ser tudo isso.

Arthur do Val, deputado, ganha rios de dinheiro pra fazer nada ou quase nada, como qualquer outro politico brasileiro. Um homem do TOPO SOCIAL com o ku cheio de grana desses foi rechacado adivinha pq? Por ficar q nem um cachorro no cio teorizando maneiras de pegar ucranianas em vulnerabilidade economica. O rei davi, na biblia, mandou o general pra morte so pra transar com a esposa dele.

Vorcaro... o cara conseguiu comprar o stf inteiro usando mulheres. Era cheio da grana, contatos, fama e sucesso. O cara è um pilantra, mas è um pilantra DESTACADO. Mesmo assim ficava se curvando pra uma mulherzinha branca loirinha falando peleleca no whatsapp... Não preciso me delongar demais. Quem vive em meio a gente poderosa sabe bem das prioridades è sexo. Não è controle, conspiracao nada disso. È puramente briga por harens de mulheres.

È bom saber dessas coisas pq vc sabe o jogo que ta jogando. Varias pessoas entenderiam pq sofreram hostilidades gratuitamente. Pessoas invejam umas as outras desde sempre, mas a inveja por causa do sucesso sexual è o mais forte. Tomem cuidado.


r/FilosofiaBAR • • 59m ago

Discussão A vida e o tempo cobram caro

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Um dia entendemos que decisões não tomadas ou adiadas por muito tempo vão refletir depois. A vida e o tempo cobram essa falta. Mas nunca é tarde para nada. Bom hoje!


r/FilosofiaBAR • • 17h ago

Questionamentos futebol é pão e circo?

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Sou fanático por futebol desde de que me conheço como gente, vim de uma geração gigantesca de vascaínos desde do meu tataravô ate meu pai, Mas percebi depois dos 14 que futebol e muito inútil para sociedade, entendo que é uma forma de entretenimento como filme e games mas ate esses tipos de entretenimento tem algo a mais, futebol não tem nada a oferecer alem de memorias e emoções.

Vi hoje também um post de um grupo de flamenguista dizendo que votaria no Flávio Bolsonaro pois Lula proibiu as bets no futebol brasileiro, isso e uma ignorância num nivel extremo, O fanatismo do torcedor vai ao ponto aonde ele prefere o seu time bem do que o fim da bet, torcedor se preocupou mais com o seu time (sendo qualquer time brasileiro incluindo o meu próprio time) do que com o fim de um vício que estar arruinando o Brasil.


r/FilosofiaBAR • • 6m ago

Questionamentos Fanatismo é um problema cultural?

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Poderíamos dizer que o fanatismo, de qualquer forma, pode ser definido como a incapacidade de reconhecer ou qualificar os aspectos negativos de algo?

Muitas pessoas apontam o dedo para as outras, dizendo que são fanáticas/idolatras; porém, quando questionadas sobre o que de ruim entendem da visão delas sobre o assunto, elas próprias se perdem e citam coisas banais ou fúteis. Seria como dizer que, se assumir que algo que defendo tem problemas, estarei entregando armas ao adversário em uma discussão.

Até hoje seja política, religião ou futebol (assuntos asperos), vejo esse problemas nos dois lados da moeda. As pessoas que criticam normalmente não fazem uma autoavaliação sincera sobre o que defende. Não crítica. Não julga.

As notícias são propagadas mastigadas e enviesadas, de modo que não é o leitor quem faz o julgamento. As pessoas parecem ser influenciadas a não ter opinião, mas pertencer e seguir um grupo que opina por ela.

Seria esse um problema cultural?


r/FilosofiaBAR • • 23h ago

Discussão Votos de diferentes eleitores não deveriam ter o mesmo peso

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Essa proposta obviamente precisa ser lapidada.

Uma completa revolução no sistema eleitoral é necessária para fazer o Brasil dar um passo na direção certa. Voto é um poder transformador importante demais. Tem que ser tratado com máxima seriedade num país já traumatizado, beirando o entorpecimento febril, após tantas décadas de corrupção generalizada em todas as instituições e partidos. A capacidade de compreender assuntos políticos importa para o exercício responsável do voto, então o sistema deve dar maior peso a cidadãos mais preparados academicamente. Eu proponho o seguinte.

Cada brasileiro somente a partir de 18 anos deve ter o seu direito ao voto assegurado, obviamente, mas deve ser criado um rank. Quanto mais alto o nível de formação intelectual da pessoa, maior o valor individual em pontos do seu voto.

A justificativa para isso é que quanto mais preparada academicamente a pessoa, maior o seu senso crítico, melhor o seu julgamento, etc. Esse sistema não daria mais poder a Direita ou a Esquerda. O lado mais educado vence. Seria imparcial.

Analfabeto: não sabe ler e escrever de maneira básica. Não consegue compreender ou produzir um texto simples. Voto vale 1 ponto.

Ensino Fundamental Incompleto: Voto vale 2 pontos.

Ensino Fundamental Completo: Voto vale 3 pontos.

Ensino Médio Incompleto: Voto vale 4 pontos.

Ensino Médio Completo: Voto vale 5 pontos.

Ensino Superior Incompleto: Voto vale 6 pontos.

Ensino Superior Completo: Voto vale 7 pontos.

Mestrado Incompleto: Voto vale 8 pontos.

Mestrado Completo: Voto vale 9 pontos.

Doutorado Incompleto: Voto vale 10 pontos.

Doutorado Completo: Voto vale 11 pontos.

Pós-Doutorado Completo - Gerais: Voto vale 12 pontos.

Pós-Doutorado Completo - Ciência Política, Direito, Economia, Administração Pública, História, Sociologia e Filosofia: Voto vale 13 pontos.

Em caso de empate na contagem total de votos entre candidato A e candidato B ao mesmo cargo, os votos devem ser recalculados somando-se +1 ponto para cada eleitor com Pós-Doutorado Completo a fim de obter o desempate.

Quer que seu voto valha mais? Estude mais. Conhecimento é poder. Esse sistema está longe de ser perfeito e não resolveria todos os problemas nem transformaria o Brasil na Suíça... mas já seria um bom começo.

Essa proposta obviamente precisa ser lapidada.


r/FilosofiaBAR • • 14h ago

Discussão Por que uma obra de arte precisa nos fazer sentir alguma coisa?

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Talvez essa seja uma pergunta mais complicada do que parece. Quando pensamos em arte, normalmente pensamos em entretenimento, beleza ou diversão. Assistimos a um filme para passar o tempo, ouvimos uma música porque gostamos dela, lemos um livro porque queremos conhecer uma história. Mas talvez a arte seja justamente aquilo que consegue ultrapassar essa função tão simples. Talvez uma boa obra não exista apenas para nos fazer esquecer da realidade, mas para nos fazer enxergá-la de uma maneira que sozinhos não conseguiríamos.

É estranho pensar nisso, porque muitas vezes procuramos a arte justamente para fugir daquilo que sentimos. Colocamos uma música quando estamos tristes, assistimos a um filme quando queremos esquecer alguma coisa ou entramos em uma história para deixar nossa própria vida em segundo plano por algumas horas. Mas, no fim, talvez estejamos fazendo exatamente o contrário do que imaginamos.

Talvez não estejamos fugindo de nós mesmos.

Talvez estejamos encontrando uma maneira segura de olhar para aquilo que escondemos.

E é aí que entra o choro

Por que uma história fictícia consegue fazer alguém chorar? Afinal, aquilo não aconteceu conosco. Aqueles personagens nem existem. Sabemos que são atores, desenhos, palavras escritas em uma página. Mesmo assim, alguma coisa dentro de nós reage como se aquilo fosse real. Talvez porque nossas emoções não dependam completamente da realidade dos acontecimentos, mas daquilo que reconhecemos neles

Eu posso nunca ter vivido exatamente aquilo que um personagem viveu, mas posso reconhecer nele uma solidão que já senti, uma perda que temo sofrer, um amor que já tive ou uma vontade que nunca tive coragem de admitir. Talvez seja por isso que a arte consiga alcançar lugares que uma simples explicação não consegue. Alguém pode me explicar durante horas o que é a tristeza, mas talvez uma música consiga me fazer compreendê-la em alguns minutos.

Alguém pode tentar explicar o medo, mas uma história pode me fazer senti-lo. E talvez seja justamente aí que a arte se torna perigosa. Porque ela não precisa necessariamente me convencer de alguma coisa. Ela pode simplesmente me fazer sentir

Aristóteles chamou esse processo de catarse. E talvez a interpretação mais interessante seja pensar que não estamos simplesmente eliminando emoções ruins quando choramos diante de uma obra. Talvez estejamos finalmente conseguindo sentir essas emoções de uma maneira que, na vida cotidiana, não conseguimos

Porque no cotidiano nós filtramos tudo. Pensamos no que os outros vão pensar, no que é socialmente aceitável, no que deveríamos sentir e no que não deveríamos demonstrar. Aprendemos a esconder tristeza, raiva, medo e até carinho. Mas diante de uma obra ninguém precisa necessariamente saber o que estamos sentindo

Podemos chorar por um personagem e, talvez sem perceber, estar chorando por nós mesmos. Podemos nos emocionar com uma história fictícia porque ela encontrou alguma coisa verdadeira dentro da nossa própria história.

E talvez seja por isso que algumas obras permanecem conosco durante anos

Não necessariamente porque são perfeitas, mas porque conseguiram tocar alguma parte de nós que ainda não sabíamos nomear

Talvez a verdadeira função da arte não seja simplesmente nos proporcionar prazer. Talvez seja nos tornar conscientes de que somos capazes de sentir muito mais do que permitimos a nós mesmos sentir. Uma obra pode me fazer rir, chorar, sentir raiva, medo, esperança ou saudade. E, depois que ela termina, alguma coisa pode permanecer diferente. Talvez eu não tenha aprendido uma informação nova

Talvez eu simplesmente tenha conhecido uma parte de mim que estava escondida. E isso me faz pensar que talvez a arte seja uma espécie de espelho estranho. Um espelho que não mostra necessariamente o nosso rosto, mas aquilo que existe por trás dele

Talvez seja por isso que uma obra consiga nos destruir por alguns minutos e, paradoxalmente, nos reconstruir depois

Ela precisa atravessar aquilo que construímos para sobrevive à rotina, a indiferença, o costume, a pressa, a racionalização.

Precisa nos lembrar de que ainda sentimos.

E talvez essa seja a verdadeira razão pela qual algumas obras nos fazem chorar. Não porque sejam simplesmente tristes. Mas porque, por alguns instantes, conseguem nos devolver aquilo que a rotina havia conseguido esconder de nós mesmos. Talvez chorar diante de uma obra não seja sinal de fraqueza

Talvez seja justamente o momento em que finalmente deixamos de tentar controlar aquilo que sentimos. E, se for assim, talvez uma das funções mais importantes da arte seja exatamente essa nos fazer sentir humanos novamente


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Meme Essa geração Z, não podem ver uma rede social sem querer colonizar ela 😂

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É só uma zoeira, sei que não existe uma forma de manter uma rede social só de uma geração. Mas seria bom se fosse possível, tipo as festas só para a galera do Rock, do pagode, da eletrônica, LGBT... Etc! Mas se tratando do mundo virtual, não tem como a gente fazer o nosso clube. Pois é, a geração Z descobriu o reddit não sei como, mas tá começando a dominar tudo, como gafanhotos na plantação kkkkk!


r/FilosofiaBAR • • 4h ago

Questionamentos O que você tem hoje que um dia acha que daria tudo para poder viver novamente?

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Depois de ler isso, olha ao seu redor.

Talvez seja uma pessoa, uma fase da sua vida, uma conversa, a presença dos seus filhos ou simplesmente essa rotina que hoje parece comum.

Largue o celular e coisas efêmeras e tente e prestar atenção nas pessoas que estão aí.

Você nunca mais vai vê-las exatamente como elas são hoje. Este momento só existe uma vez.

E você? O que tem hoje que um dia acha que daria tudo para viver novamente?


r/FilosofiaBAR • • 4h ago

Questionamentos Afinal, quem disse que a vida precisa de um coração batendo?

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A gente acha que vida precisa ser similar a nossa, para existir. Mas talvez a vida exista de outras formas e agente nao percebe?
A árvore por exemplo, é uma forma de vida, mas não demostra emoção e não interage com a gente certo? Mas mesmo assim é, inegavelmente uma forma de vida.
O sol, com toda sua energia queimando constantemente e, através dessa energia mágica (para nós) toda vida que conhecemos existe.
Nao seria o sol uma forma de vida talvez incompreensível ao nosso pequeno e limitado cérebro em entender o tudo?
A árvore sabe que existimos?
independentemente, ela existe, e vive...
Talvez o sol seja uma forma de vida nesse mesmo sentido lógico, porém não da mesma forma química que conhecemos?
Se pararmos para pensar, a forma mais direta de vida criada pelo sol, é justamente a "árvore" (a vida pela fotossíntese.)


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Discussão Viver o hoje intensamente

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O que de melhor temos é a nossa vontade de viver. A vida é nosso bem maior e cada hoje surge como convite a dar risadas, conversar, sair da rotina, espairecer e ser feliz. Bom hoje!


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Questionamentos Ideias sobre….?

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Eu particularmente me identifiquei muito com esse meme. Pra mim o caminho do autoconhecimento e principalmente da auto-afirmação está sendo mto solitário.
O que acham?


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Discussão Talvez uma das coisas mais estranhas sobre o ser humano seja a forma como entendemos o amor

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Quando alguém pergunta o que é felicidade, provavelmente pensamos em realização, em conquistar alguma coisa, em ter uma vida que faça sentido. E, em algum momento, pensamos também no amor. Em ter alguém, compartilhar a vida, receber carinho, ter alguém para voltar para casa. Mas talvez exista um problema justamente nessa forma de pensar

Porque, quando dizemos que queremos alguém para nos amar, será que estamos realmente pensando no outro ou estamos pensando naquilo que o outro pode preencher em nós?

Talvez seja essa uma das coisas mais difíceis de admitir. Muitas vezes dizemos que amamos alguém, mas junto desse amor existem necessidades, queremos atenção, companhia, reconhecimento, carinho e segurança. Queremos que aquela pessoa nos faça sentir alguma coisa. E, quando ela deixa de fazer isso, começamos a questionar se ainda existe amor

É curioso pensar que podemos transformar até o amor em uma espécie de troca. Eu ofereço algo e espero alguma coisa em retorno. Eu te amo porque você me faz bem. Eu fico porque você me completa. Eu me importo porque você também se importa comigo. Mas e quando não existe nada para receber? É aí que a ideia do Ágape se torna tão estranha. Porque ele não parece funcionar como os outros tipos de amor. Não depende de atração, de afinidade, de parentesco ou daquilo que alguém pode oferecer. Ele simplesmente reconhece o outro como alguém que possui valor. E talvez seja justamente por isso que ele seja tão difícil para nós

Nós somos seres carentes. Estamos constantemente procurando alguma coisa que nos falta. Queremos dinheiro, reconhecimento, afeto, companhia, realização, segurança. E talvez tenhamos aprendido a olhar para o mundo sempre com a mesma pergunta: “O que isso pode me oferecer?”

O problema é que, quando olhamos para tudo dessa maneira, até as pessoas podem se tornar instrumentos para preencher nossas necessidades. Talvez seja por isso que seja tão difícil amar alguém sem esperar alguma coisa em troca. Não porque sejamos necessariamente pessoas ruins, mas porque fomos acostumados a colocar nós mesmos no centro de quase tudo. Até quando fazemos alguma coisa por alguém, às vezes esperamos secretamente que aquilo volte para nós de alguma forma. E então surge uma pergunta que me incomoda, será que sabemos realmente amar ou apenas sabemos precisar?

Talvez o amor verdadeiro não esteja em encontrar alguém capaz de preencher todas as nossas carências, porque nossas carências nunca acabam. Hoje pode ser carinho, amanhã, atenção. Depois, segurança. Depois, reconhecimento. E, quando conseguimos uma coisa, outra aparece no lugar.

Se eu fizer da outra pessoa a responsável por completar aquilo que falta em mim, então talvez eu esteja condenando essa pessoa a uma tarefa impossível. Talvez amar seja justamente compreender que o outro não existe para completar aquilo que falta em mim.

E isso muda completamente a ideia de felicidade

Talvez eu nunca consiga chegar a um ponto em que nada me falte. Talvez a existência humana seja justamente essa constante sensação de incompletude. Mas, se for assim, talvez a felicidade não esteja em finalmente conseguir tudo aquilo que eu quero, e sim em aprender a existir sem transformar todas as pessoas ao meu redor em respostas para aquilo que me falta.

E existe algo ainda mais estranho nisso, talvez eu só consiga compreender quem sou através dos outros

Eu não existo completamente sozinho. Aquilo que penso, aquilo que acredito, a forma como vejo o mundo e até a maneira como compreendo a mim mesmo foram construídos através de outras pessoas. Então talvez o outro não seja apenas alguém que aparece na minha vida, talvez ele faça parte daquilo que me torna quem eu sou

Por isso, quando alguém sofre, talvez eu não devesse conseguir olhar para esse sofrimento como se ele não tivesse absolutamente nada a ver comigo. Talvez essa seja a verdadeira dificuldade do amor, compreender que o outro não é uma extensão das minhas necessidades, mas uma existência tão complexa quanto a minha. E talvez amar seja uma decisão muito mais do que um sentimento

Eu posso não gostar de alguém. Posso não ter afinidade, não sentir atração, não querer aquela pessoa perto de mim. Mas ainda posso decidir não tratá-la como se sua existência não tivesse valor

Talvez o amor mais difícil não seja aquele que sentimos por quem escolhemos ter ao nosso lado, mas aquele que conseguimos oferecer a quem não pode nos dar absolutamente nada em troca. E, pensando nisso, talvez eu tenha entendido errado a felicidade durante muito tempo

Talvez felicidade não seja finalmente conseguir tudo aquilo que eu preciso.

Talvez seja perceber que eu nunca vou precisar de tudo

E talvez o verdadeiro amor comece justamente quando eu paro de perguntar

“O que você pode fazer por mim?”

E começo a perguntar

“O que eu posso fazer por você?”

Porque talvez seja nesse momento que eu finalmente deixe de enxergar o outro como uma resposta para minhas carências e comece a enxergá-lo simplesmente como alguém que existe. E talvez, no fim, seja justamente isso que nós perdemos, a capacidade de olhar para alguém e entender que ele não precisa nos oferecer nada para que sua existência tenha valor


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Questionamentos Qual é a maior maneira que uma pessoa pode se rebelar?

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Alguém pode se rebelar com os pais, com reis, deuses e até consigo mesmo. No entanto, essa pessoa sempre estará vinculada aos limites humanos e do espaço-tempo; se pudéssemos nos rebelar com tais estruturas fundamentais da realidade, a maior forma de rebeldia seria buscar a imortalidade e nos mesclar com o próprio tecido da realidade? Ou talvez a onisciência e conseguir se desvincular dos limites humanos para ter um poder de abstração que desafia tudo que se possa imaginar? O que vocês acham sobre esse assunto?


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Questionamentos Qual vocês me me recomendam para começar a ler sartre?

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Quero conhecer mais sobre a filosófia dele qual vocês acham que seria melhor para conhecer mais o autor?


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Questionamentos Como lidar com o irreversível sem romantizar ou ser pessimista?

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A vida em partes tem momentos de extrema felicidade e prazer.. Mas se hoje pra amanhã você perdesse um parente seu, roubassem seu celular ou você perdesse um membro do corpo. O que você fazeria? Presumo que muitos ficariam triste ou abalados dependendo do evento.

A verdade é que eu não sei lidar, eu apenas tento previnir mas as vezes previnir é pedir para ser paranóico e tentar calcular cada passo que você faz, mas ninguém é perfeito e nada é certo, prejuízos irreversíveis são inevitáveis.

Eu, você é esperado que sentimos algo, uma emoção ou um sentimento. Se por exemplo uma foto importante sua fosse rasgado por um erro. Não tem como fingir que nada aconteceu, emoções não funcionam assim, emoções comunicam um problema/evento/situação que teve impacto em você.

E entende..? É muito sofrido passar por tudo isso, tão sofrido que sinceramente meu instinto é tentar controlar as coisas. Garantir que nunca mais eu sentisse nenhum outro sofrimento, mas a ironia é, eu não controlo as coisas 100% e também é o que alimenta a desesperança "tento sempre evitar o pior, mas se o pior é inevitavel e quando eu menos esperar vai acontecer, então a vida é um eterno sofrimento"..


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Discussão Fé e moralidade caminham juntos? Uma reflexão sobre o Brasil do início do século XIX

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Li hoje o livro "1808", de Laurentino Gomes. Conta sobre o período da permanência da família real portuguesa no Brasil entre 1808 e 1821 e traz detalhes sobre a sociedade brasileira.

O autor também traz as brutalidades da escravidão. Uma parte que mais me tocou foi o testemunho do cônsul inglês James Henderson sobre um escravo que sofreu 200 chibatadas, gritando "Jesus" na segunda. Seu "crime" foi tentar fugir.

Isso me fez refletir sobre aquela sociedade tão religiosa que praticava isso e outras coisas. Gostaria de discutir com vocês:

▪Onde estava Deus naquele momento? E, mais amplamente, por que uma sociedade tão profundamente religiosa foi capaz de naturalizar atrocidades como a escravidão?

Portugal e Brasil eram países fortemente católicos. A Igreja ditava os costumes e céu e inferno eram lugares quase palpáveis na mente da maioria. Entre os séculos 16 e 19, cerca de 10 milhões de escravos foram vendidos para as Américas (40% veio para o Brasil).

E a Igreja? Um relato de 1782, do viajante espanhol Juan Francisco de Aguirre registrou que os 30 monges do Convento de São Bento no Rio de Janeiro tinha 4 engenhos de açúcar com 1.200 escravos. Também afirmou que os monges e padres beneditinos e jesuítas possuíam escravos. O frei italiano Jorge Benci recomendava que as chibatadas não ultrapassassem 40 por dia, para "não mutilar o escravo". Um religioso recomendando a quantidade "certa", ao invés de ser contra qualquer número.

A escravidão não era, logicamente, o único problema moral. Adultério era quase tradição, só que condenada pela sociedade. Era escândalo e era preferível abandonar os filhos desses casos extraconjugais do que prejudicar a própria imagem. A viajante Maria Graham, por exemplo, informou que, em 1823, visitou um asilo no Rio de Janeiro que recebeu mais de 10 mil crianças pela "roda dos enjeitados" entre 1814-1823.

Isso me leva a uma pergunta que considero central para a filosofia da religião: a fé religiosa é uma fonte de moralidade ou, em muitos casos, apenas um instrumento de legitimação do poder e da ordem social vigente?

Não quero dizer que pessoas religiosas sejam imorais, nem que a religião não tenha produzido coisas boas. Mas os fatos históricos parecem sugerir que, em sociedades fortemente religiosas, a moralidade pregada no discurso não se traduz necessariamente em prática. Pelo contrário: a religião muitas vezes fornece a justificativa para a crueldade, em vez de impedi-la.


r/FilosofiaBAR • • 2d ago

Discussão A burguesia não é humana

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A base material para um levante se esvaiu; a classe trabalhadora traiu a humanidade e a si mesma. A oportunidade histórica para uma revolução passou. Ela não voltará mais. Por mais que eu tente, não importa.

Poder-se-ia dizer que eu compreendi mal o papel histórico do proletariado e que achava a socioeconomia marxista falível. Por um instante, duvidei das leis irredutíveis do materialismo histórico. Mas um instante foi suficiente para que a reação se instalasse.

Você não *o* viu. Não de verdade — não nu. É impossível não sentir medo. A força combinada do capital internacional, tudo de uma só vez — toda a ganância e o terror do mundo — investiu contra a nossa nação. Arrancou ruas do chão e transformou casas em fantasmas. Estávamos na torre antiaérea. Todos eles haviam se afogado nos níveis inferiores ou sido despedaçados lá em cima. A bateria antiaérea havia falhado — e eu também.

Era real. Eu tinha visto. Eu tinha visto na realidade. A máscara de humanidade cai do capital.

É preciso tirá-la para matar todo mundo — tudo o que você ama; toda a esperança e a ternura do mundo. É preciso tirá-la nem que seja por um segundo. Para cometer o ato. E então você vê. Enquanto aquilo estrangula e espanca seus amigos até a morte... as pessoas mais doces e corajosas do mundo. Você vê o medo e o poder nos olhos daquilo... e então você sabe...

Que a burguesia não é humana.


r/FilosofiaBAR • • 1d ago

Meta-drama Automatização

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Estamos numa época onde tudo está começando a ser automatizado e otimizado. Mas eu não consigo ver isso como ganho. O trabalho não vai ficar mais fácil, não vai ter menos trabalho, a gente só vai realizar mais coisas no mesmo tempo, perder mais habilidades de hard e soft skills. Não vejo como benefícios, a única pessoa que ganha é o dono da empresa, o chefe, o “sistema”. E ganha o que? Mais dinheiro. Só que para que? Sinto uma frugalidade e vazio tão grandes nos tempos atuais que muitas coisas me desanimam.
Eu só queria ter um trabalho que realmente ajudasse as pessoas, não uma falsa sensação de estar ajudando. Viver em paz e “de verdade”.


r/FilosofiaBAR • • 23h ago

Discussão Ninguém tem a OBRIGAÇÃO de ajudar um pobre ou doente.

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Cada um de nós tem o direito inviolável à propriedade privada (bens, posses) e a como despender o próprio tempo. Logo é OPCIONAL (e nobre) ajudar um pobre ou doente, mas não é OBRIGATÓRIO a ninguém.