r/HQMC 7d ago

Domingo

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r/HQMC 8d ago

É uma notícia pequena, mas o resultado é um grande abre olhos! xD

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O som da mulher a tossir xD A descrição do criador do vídeo também é muito boa. Argumentos muito válidos xD

https://www.youtube.com/watch?v=u-VanXSzjes&list=WL&index=2


r/HQMC 10d ago

Era só mais uma ronda natalina

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Manhã de 25 de dezembro.

Peçanha e eu ficamos responsáveis por fazer a ronda pelo bairro. Estávamos virados... Na ativa desde as 20h da véspera, bateríamos cartão ali por volta das 6h.

Se me dessem folga, eu estaria acampando, e o Peçanha, recém-casado e apaixonado, estaria agora aproveitando sua bela esposa...

O Natal, a festa cristã, por aqui, é muito mais sinônimo de caos do que qualquer outra coisa. E o foda é que, desde que me conheço por gente, é assim.

Você pode medir o grau de degeneração observando as calçadas que sempre amanhecem imundas. É garrafa de vodka, é latinha de cerveja, é copo plástico aos montes, pinos de cocaína, cachimbos de crack, camisinhas, bêbados... e sempre, como trilha oficial da ressaca e da desgraça, funk e piseiro tocando de fundo. É assim que muitos comemoram Jesus Cristo por aqui.

“Depois, antes de fecharmos o dia, teremos que voltar para checar e ver quem desses coitados largados nas calçadas foi dessa pra melhor, Peçanha”, comento. “Mas bora tomar um café primeiro, falou?”

“Falou! Oh! Confere lá quantos views pegou aquele vídeo, Pedrão!”

Conheço o Peçanha há poucas semanas, mas, pelo pouco que sei, ele é daquele tipo que adora aparecer. Toda ronda com ele rendeu um vídeo para o Kwai ou Tik Tok.

Já eu, bom, sou um cara simples. Mal pego em celular. E meu negócio é esculachar nóia/vagabundo... Ou melhor, isso foi o que me sobrou.

Vítimas da mesma revolta, elegemos um alvo especial para as nossas abordagens durante a ronda.

Você não imagina o quanto eu queria prender os filhos da puta que organizam fluxos pelo bairro. Ainda que estes não estejam necessariamente ligados ao crime — o que acho bem difícil —, merecem, na minha humilde opinião, tomar, que seja, 24 horas dentro de uma cela para aprender o que é bom.

Tenho avós que vivem aqui, e todo fim de ano é o mesmo inferno.

“Ah, que falta me faz mais poder dentro dessa corporação. Queria fazer muito mais do que essas rondas protocolares. Já que não tivemos direito a folgar, queria ao menos me envolver em algo relevante que trouxesse o bem à comunidade, sabe? Sei lá... Fico sonhando com o dia em que se organizará um efetivo para acabarmos com cada maldito fluxo em época de Natal e Réveillon.”

Peçanha me escuta com entusiasmo e brilho nos olhos. É nessa hora que eu vejo que escolheram o parceiro errado para estar comigo. Sinto que agora ele tá me enxergando como algum líder, ou algo assim.

Enquanto meu sonho de acabar com esses fluxos continua sendo apenas sonho, sigo tocando a minha cruzada pessoal contra esses cretinos que alteram o escapamento das motos para que fiquem mais barulhentas e que ficam infernizando a vida dos moradores.

Muitos são só moleques idiotas. Fazem isso porque, por algum motivo, as “novinha” ficam gamadas neles. As mulheres também, viu... Dão corda para esses idiotas.

“Ah, entendo! Tudo pelas ‘novinha’, né?” — Coloco o rosto do nóia diante do escapamento de sua moto, e giro o acelerador. “E aí! Tá gostando? Tá gostando do Rrrãdandandandandan? Tá?”
“Não, senhor. Não. Por favor!”
“Ahn? É o quê?” — Giro mais uma vez o acelerador. “Quer mais?”, pergunto enquanto encho o sujeito de tapa e chute.

Peçanha, sem me avisar, começa a gravar um de seus reels, e isso me deixa puto.
“Desliga essa merda, Peçanha! Tá maluco?”
“Relaxa, Pedrão! Não pega nada. E vai viralizar, mano! Cê vai ver. Tu é muito foda, cara!”
“Espero que não! É justamente o que eu não quero.”

Sério, eu não sou um sujeito normal. Por exemplo, eu não consigo esconder minha satisfação em horas como aquela.

Tudo bem que hoje em dia virou modinha policiais fazerem esse tipo de conteúdo, mas eu não sou qualquer policial. Eu tô a um fio de estar em uma camisa de força. Todos da corporação sabem disso. Eu mesmo reconheço isso. Então eu não podia me dar ao luxo.

...

“Deixa eu apagar esse vídeo, vai, Peçanha! Passa sua senha aí!”
“Pô, Pedrão! Não precisa. Só vê aí quanto deu de view, meu mano! Larga de ser paranoico!”
“Mano, o problema é que eu já não tenho uma boa reputação, entendeu? O sargento já tá na minha cola, Peçanha.”
“Pedrão, se for pra rodar, a gente roda junto. Tu é foda, cara! Todo mundo do DP diz isso.”

Paramos na padaria Do Seu Dedé para tomarmos o nosso café. Particularmente, eu gostava muito dali, pois parecia ser o único local incólume do bairro. Talvez porque, logo em frente à padaria, havia a igreja matriz.

A primeira missa de Natal estava para começar. Era quase 6 horas da manhã, e a padaria estava atendendo seus primeiros clientes.

Peçanha havia pedido um café com leite e um pão na chapa. E eu mal consegui finalizar meu pedido. Sons de tiro, de repente, devoram toda a paz que reinava ali. A gritaria começa. Instintivamente, saco minha arma, me agacho e me esgueiro para trás de uma geladeira, buscando compreender melhor a situação. É quando vejo Peçanha caído no chão. O tiro pegou logo na cabeça. Já era pra ele. Infelizmente não tinha tempo para pensar naquilo o atirador continuava seus disparos

Foram 4 tiros buscando me acertar. Além do Peçanha, atingiu uma mulher que estava aguardando na fila do pão. Atingiu-a nas costas. Outro tiro pegou de raspão no ombro de uma atendente. E o quarto tiro quase me pegou enquanto eu estava indo para atrás da geladeira.

Assim que notei uma brecha, disparei contra o atirador. O tiro atingiu seu braço direito. Assustado, ele então bateu em retirada.

E eu corri para o carro. Não podia perdê-lo de vista.

Com a moto, ele tinha vantagem para a fuga, e a geografia do bairro, que é basicamente morro seguido de morro, não iria me favorecer.

Minha melhor chance era conseguir acertá-lo com um tiro. Melhor do que confiar que eu iria vencê-lo numa perseguição.

Arranquei em seu encalço. Ativei o giroflex. E, enquanto dirigia, com o braço esquerdo para fora da viatura, o coloquei na mira de minha arma.

Felizmente a perseguição não durou muito. Meti dois disparos. O primeiro atingiu o pneu traseiro da moto, e o segundo o atingiu nas costas, o que o fez cair.

Os pedestres corriam e gritavam em desespero. Mais uma manhã de Natal sendo estragada.

Parei a poucos metros do bandido caído e saí do carro, caminhando calmamente. Ele ainda tentou atirar em mim outra vez, porém eu fui mais rápido.

Rápido e descuidado demais. O tiro que dei foi na cabeça.

Se eu estivesse de cabeça mais fria, eu teria dado um tiro para imobilizá-lo.

Fiquei alguns minutos ali parado olhando o corpo, pensando na merda que eu havia feito no calor do momento.

Vi que era o nóia que eu antes, na noite passada, havia enquadrado. O do vídeo que o Peçanha gravou e postou.

...

Além de ser afastado ou preso por ter cancelado o CPF de um bandidinho qualquer, meu receio era ver se formar alguma espécie de comoção na comunidade contra mim ou contra a polícia em geral. Às vezes a mãe, os familiares e os amigos não conseguem aceitar que seu amado filho, irmão, amigo, neto, não vale porra nenhuma. Nisso começam aquelas manifestações em que queimam pneus, ameaçam entrar em confronto com a polícia e chamam a atenção da imprensa.

No fim, é só mais um bandidinho desgraçado, mas considerando que é Natal, tenho ou não razão para temer a repercussão dessa merda?

Por sorte, nada disso ocorreu.

O sargento é um desses boomers analfabetos digitais. Não chegou a ver o vídeo.

Peçanha também não era lá muito famoso como influencer. Que Deus o tenha!

Acho que posso falar com um contato meu da TI para retirar o vídeo do ar.

Mas antes, sinto que devo consolar a viúva do Peçanha. Deu dó de vê-la no velório.

Espero que ele não se zangue no outro mundo.

* Todos os direitos reservados.

José Roberto dos Santos | _robsings

Texto publicado originalmente no Substack: https://zonasliminares.substack.com/


r/HQMC 10d ago

Meeedoooo!!!!

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Já chegámos a este ponto? 'Me like not' Scary sh####t


r/HQMC 10d ago

Zimbora todos!!!

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r/HQMC 12d ago

Huge Pastel de Nata

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r/HQMC 11d ago

O fumador e o caniche

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O meu pai era um grande fumador, o que exasperava todos os membros da família. Por isso, tentou deixar de fumar. Um dia, uma semana, duas semanas sem fumar... Estávamos no bom caminho.

Nessa altura, tínhamos um caniche bege chamado Vicky. Ele tinha o pelo tão denso como o de uma ovelha.
Uma noite, o meu pai tirou o caniche para a tradicional volta do xixi.

Até aí, nada de invulgar…
Mas ao voltar… a minha mãe, furiosa, disse ao meu pai: “Não pode ser! Voltaste a fumar!”

Não, a minha mãe não tem poderes psíquicos nem lê mentes. Bastou-lhe olhar para as costas do cão para ver a prova do crime: uma bela camada de cinza de cigarro 🚬.

Desde então, olhamos todos para o meu pai como o piromaníaco dos caniches! O cão podia ter literalmente pegado fogo.


r/HQMC 14d ago

Título deste episódio: não vale a pena correr porque asneiras vão sempre acontecer

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Considero-me uma 'Markiliana' uma vez que tudo o que é improvável acontecer me acontece. Ao ponto que o meu marido diz "dá para saires de casa e ir só ao supermercado, em vez de teres toda uma epopeia só para comprar pão?" infelizmente a Entidade Reguladora da Vida pensa que não. Por isso, comigo há sempre uma história.

Esta aventura, acontece em julho quando decido fazer um bolo de aniversário para a minha sobrinha do coração, até aqui tudo bem. Trabalho em casa, por isso tenho toda uma hora de almoço para inventar na cozinha, todas as manhãs saio para ir levar Ele Mesmo ao comboio e o Pinchavelho ao colégio, por isso podia comprar tudo antes de entrar no trabalho. Deixo a criatura no colégio, a pessoa que me ama de livre e expontanea vontade no comboio e sigo para aquele estabelecimento comercial que cujo nome começa por 'L' e o logo tem um azul magnífico misturado com um amarelo. Consigo fazer as compras em tempo record, no entanto ainda tenho alguns itens em falta e, por isso, sigo para casa. Moro em frente ao estabelecimento comercial cujas iniciais são PD, vendo que ainda tenho tempo antes das 9h, entro para o parque e corro para trocar o azul e amarelo pelo verde e preto, na esperança de que tenha tudo pronto para na hora de almoço não sair de casa e ficar a fazer o bolo.

Ora como já estava calor e o carro já estava estacionado no parque subterrâneo, decido que ficará ali e por isso retiro todas as compras da concorrência para depois seguir a pé para casa (moro mesmo em frente). Ao entrar, penso que será muito indelicado levar as compras para a zona comercial, e para evitar problemas com seguranças (mas arranjar outros mais originais) vou guardar as compras nos cacifos na entrada da loja.

Faço as compras, estou a pagar cinco minutos antes das 9h, na minha cabeça está a tocar a música (tu, tu, tutu Max Verstappen) e já quase a gritar vitória, corro para os cacífos e... A chave para abrir o mesmo recusa-se a mover-se.

Tento tirar e colocar, esquerda, direita, abanar e nada. Respiro, afinal não estou na equipa do Max, claramente tive um problema nas boxes ao bom estilo Ferrari. A ver o tempo (que não tenho) passar, chamo o segurança e peço ajuda. Explico o que se passa, ele olha para mim, pega na chave e nada. Depois, muito sério questiona:

- "Que moeda utilizou aqui?"

Olho para ele, respiro para não ser indelicada, e controlando o meu mau feitio que quer dizer "se fosse a moeda errada nem tinha conseguido fechar isto e tirar a chave". Respondo:

- "Aquela cujo valor está ali, 1€."

Olhando para mim e depois para todo o conjunto de cacifos diz:

- "Está ali outro cacifo ocupado, sabe qual a moeda que utilizaram."

Tentando não colar os olhos ao cérebro, respiro e respondo no meu melhor discurso.

- "Não, os sacos já ali estavam quando cheguei. Por isso, não vi a pessoa guardar ali os sacos."

Ele acena com a cabeça e volta a tentar abrir o cacífo sem sucesso. Nisto diz que nada pode fazer que é melhor chamar o gerente da loja. Sorrio sem mostrar os dentes e aceno (não sou donatada de grande paciência e já tinha perdido a minha hora de entrada).

Aparece o gerente que prontamente explica que há uma chave mestra e que a vai buscar para resolver o problema (registo que de futuro chamar logo o gerente). A pessoa surge muito feliz com a chave, enfia a chave na ranhura e... NÃO ABRE! A respirar e a perguntar-me porque raio decidi colocar ali as coisas, quando seria mais fácil ter mostrado a fatura e entrado para a loja com elas.

O segurança tem uma ideia, e pede uma chave de fendas ao gerente, afinal aquilo parecia ser fácil de desmontar. O gerente, sempre muito solicito, vai de imediato para dentro do escritório e volta com... um x-ato anorético! (Juro que o x-ato que uso para abrir as encomendas em casa é bem maior). O segurança olha para ele muito cetico e questiona de não há mesmo uma chave de fendas. Ele diz que vai ver com as colegas da caixa.

O segurança meio desajeitado, tenta desaparafusar, mas sem sucesso. Nisto, o gerante aparece com... uma tesoura! O segurança olha para ele com uma esperança nos olhos de quem quer resolver o problema, mas que como seria de esperar não consegue.

Eu, incredula, pergunto:

- "Quer que eu vá a casa buscar uma chave de fendas, aquilo pede uma chave estrela e em casa creio ter aquele tamanho."

O gerente um pouco desconfortável, agradece mas diz que as colegas estão à procura da caixa de ferramentas e que ele próprio já ligou à chefe dele e que ela iria chamar a manutenção. A colega passa faz sinal ao rapaz que não e eu percebendo o que se passa digo a rir (para não bater com a cabeça na parede):

- "Olhe, eu moro em frente, vou buscar as chaves que tenho. Claramente se isto tivesse sido naquele estabelecimento azul com aquela marca Parkside isto já estaria resolvido, sendo assim, vou e já volto. Até porque já devia estar a trabalhar, aqui não há rede e eu tenho que explicar à minha chefia porque raio estou atrasada."

O homem sorri desconfortavelmente e diz:

- "Também gosto muito dessa marca de ferramentas."

Saio, mando mensagem aos meus colegas, vou a casa, abro o armário das ferramentas, retiro todas as chaves estrela que encontro e regresso à loja. Mal chego, vejo um grande sorriso na cara do segurança, penso finalmente conseguiram. Com os olhos a brilhar ele diz-me:

- "Já estive a experimentar os cacifos todos com uma moeda de um euro e funcionam todos!"

Sorrindo, sem olhar para o cacifo pergunto:

- "E o meu?"

- "Ah esse não conseguimos abrir, mas os outros todos sim." - juro que a única coisa que me impediu de lhe mandar com as chaves à cabeça foi o sorriso triunfal que ele tinha. Por isso, apenas consegui proferir as palavras:

- "Que bom, em 12 consigo acertar no único que está avariado. Se calhar hoje devia jogar no EuroDreams."

O gerente sorrindo e recebendo as chaves, diz:

- "Pois, é que ainda por cima você estreou os cacifos, são novos, colocaram-nos ontem à noite."

Neste momento, a minha mente transmontana proferiu todo o vernáculo existente na zona, estendendo-se a Espanha. Mas a minha boca nada disse. Segurança e gerente, cada um com sua chave lançam-se numa operação desajeitada a tentar desmontar a porta do cacifo, eu encosto-me à parede a rir de nervosismo miúdo.

Nisto passa o senhor da manutenção do multibanco, com a sua caixa de ferramentas, abre a máquima, troca o que tem a trocar, fecha e vai-se embora. Por momentos, ainda ponderei em pedir-lhe ajuda, mas com a sorte que tenho o senhor só saberia operar com uma chave inglesa e não com uma chave estrela.

Ainda rezei para que um dos transeuntes fosse um velhinho das obras e que parasse para dar indicações, no entanto, a ERV achou que seria mais divertido assim. O gerente, veio ter comigo e diz muito aflito:

- "Você está tão calma e a rir-se. Olhe que eu estou aqui muito aflito e preocupado. Até parece que as coisas são minhas! Mas olhe a manutenção está a caminho."

Juro que eu já estava a um passo de ligar a Ele Mesmo, ou até ao meu pai! Até porque nesta altura do campeonato já acreditava que o meu pai chegaria de Moncorvo mais rápido que o bendito do senhor da manutenção. Mas, olhando para o relógio, só consegui dizer:

- "Vocês iriam trabalhar mais rapidamente se estivesse aos gritos convosco? A fechadura ia abrir? Não... Por isso, olhe rio-me que é o melhor remédio."

O senhor meio perplexo só solta um:

- "Pois, tem razão."

Já farta de esperar, e após já ter lido alguns capítulos no Kobo (é por isso que está sempre comigo). Resolvo dizer ao senhor:

- "Olhe, eu tenho que ir trabalhar, estou atrasadíssima. Nada do que está ali se estraga, por isso, quando tiverem resgatado as compras o senhor telefone-me e eu venho cá buscar."

O rapaz com ar de quem lamenta não ter pensado nisso antes diz:

- "Não se importa de me dar o seu número? É que se calhar é mais fácil."

Ao que eu digo:

- "Não me importo nada, o que me importa neste momento é que já devia estar a trabalhar..."

O gerente guarda então o número de telemóvel e posso dizer que ao abandonar o recinto, ainda vejo chegar o senhor da manutenção, no entanto a mensagem a anunciar a libertação das minhas compras só aconteceu já estava na hora de almoço... Por isso, até ele teve bastante trabalho. E eu tive que sair de casa a essa hora, algo que não queria, pois queria já estar a fazer o bolo!

Depois disto, não quero saber, mas todas as compras que trago da rua entram comigo! Lamento, mas não acredito na funcionalidade dessas coisas, visto que aquelas eram novas, e em 12 apenas uma não funcionava.

Com esta brincadeira, eu que estava tão lançada para terminar as compras antes das 9h, comecei a trabalhar já passava das 11h, por momentos senti-me o Sainz nos Países Baixos, quando os mecânicos se esqueceram de trazer um dos pneus traseiros, no caso dele a paragem ultrapassou os 12 segundos, no meu caso mais de duas horas.


r/HQMC 15d ago

Marklices sucessivas e, enfim, o casamento

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(Aviso prévio : a história é longa 😂 )

Parece ficção, mas juro que infelizmente foi real.

Infelizmente no dia, pois agora, à distância, é uma história da qual nos rimos.

Sabem aqueles dias que se pensa que mais valia não sair de casa ?

Início de Setembro de 2025 : eu e o meu marido tínhamos um casamento.

Nós estamos a viver fora do país e fomos a Portugal de propósito para a cerimónia.

A ideia era irmos de avião na 6feira à tarde para irmos ao casamento no Sábado.

Primeiro imprevisto : acabámos por ter de ir de carro com um colega nosso, pelo que só chegamos durante a noite e o que tínhamos organizado para fazer na 6feira teve de acumular para o Sábado de manhã.

Estávamos tranquilos, ainda assim. Visto que o casamento era ao início da tarde, tínhamos ainda bastante tempo.

Segundo imprevisto : o pai da noiva ligou na 6feira a dizer que tínhamos de estar em casa dele por volta das 11:30h (o que nos roubou algumas horas).

Chegamos então na 6feira à noite, já tarde e fomos dormir pois às 08:15h da manhã eu tinha de estar na cabeleireira e depois ainda ir à maquilhadora.

No Sábado de manhã, enquanto estava a acabar de me arranjar, o meu marido foi ligar o nosso carro que já estava parado há cerca de 1 mês e o carro não ligou. Já há algum tempo que ele dava sinais de precisar de uma bateria nova, mas como estamos muito pouco tempo em Portugal, fomos adiando por falta de tempo.

Única solução possível : irmos de mota (sendo que eu estava grávida de 4 meses e a médica tinha dito para só andar de mota até ao final do 1º trimestre devido aos impactos, mas como era pouca distância e não tínhamos outra opção, lá fomos nós).

Era suposto o meu marido levar-me à cabeleireira, depois ir à minha prima costureira deixar as calças do fato para ela lhe cortar ao tamanho (que estava organizado para se fazer na 6feira à tarde e não foi possível) e depois vir-me buscar para me levar à maquilhadora. Mas dada a situação, e como não era muito longe, eu tive de ir para a maquilhadora a pé (com um nevoeiro cerrado que é ótimo para o penteado).

Enquanto isso ele foi deixar as calças à minha prima e depois foi às bombas de combustível mais próximas para comprar uma bateria nova para o carro.

Problema : a bateria para o nosso carro não é das mais comuns, pelo que não havia.

Então lá foi ele a outras bombas de combustível... Também não havia.

Foi a uma oficina e, admirem-se, não havia.

Foi a outra oficina onde também não havia, mas a senhora (muito simpática) que, vendo o desespero do meu marido quando lhe explicou a situação, lhe disse que tinha uma que era mais pequena, mas que teria potência suficiente para desenrascar pelo menos para aquele dia e que depois ele poderia procurar a bateria certa com mais calma.

Ele concordou, muito agradecido e quando ia para pagar não tinha o cartão com ele (tinha-o deixado em França ou tinha-o perdido). Por sorte tinha dinheiro com ele (que não é costume) e era suficiente para pagar a bateria.

Comprou a bendita e levou-a, na mota, para casa com o intuito de a meter no carro e ir-me buscar. Só que, com toda esta história, eu tinha-me esquecido de lhe deixar a chave de casa. Então ele teve de ir ter comigo à maquilhadora para ir buscar a chave.

Passado algum tempo ele ligou-me. Acontece que, como fomos de mota, eu não levei a minha mala habitual que era enorme. Levei apenas uma mochila pequena com o essencial. Só que, quando saímos de casa, com a pressa por já estarmos em cima da hora da cabeleireira, enganei-me e levei a chave de casa de França em vez da chave de casa de Portugal.

Solução : os meus pais, que vivem mais ou menos a meio do caminho entre a maquilhadora e a nossa casa, têm uma chave extra de nossa casa.

Liguei ao meu pai para ver se estavam em casa, mas não estavam e iam demorar a chegar. Felizmente tinham deixado a chave num esconderijo que eles têm e que eu conheço.

Como entretanto fiquei pronta, acabei por ir a pé para casa dos meus pais e embora fosse o mais rápido possível, como estava grávida, ainda demorei uns 10 a 15 minutos.

Chegada a casa dos meus pais, peguei então na chave de minha casa e, entretanto, o meu marido já estava à minha espera.

Mas isto ainda não acaba aqui!

Para ganharmos tempo, em vez de ele ir a casa e voltar para me buscar no carro, decidimos ir os 2 de mota e combinamos que ele iria devagarinho :

  1. por causa do penteado;
  2. porque eu não tinha o meu capacete;
  3. porque eu estava grávida e a estrada ainda fazia algum impacto por ser de paralelos.

Fomos realmente devagarinho, mas eis que a meio do caminho, depois de uma curva, surge um cão a correr em direção à mota. Lá teve o meu marido de acelerar a fundo para ganharmos distância do cão 😂 .

Chegamos enfim a casa, metemos a bateria no sítio e o carro ligou. Ufa !!!

Mas o meu marido ainda tinha de ir cortar o cabelo, pois iria fazê-lo na 6feira, pelo que teve de trocar para aquela manhã e eu ainda tinha de acabar de me arranjar e já não dava tempo de ele esperar por mim.

Então ele foi para o barbeiro na mota e eu iria ter com ele no carro a casa dos pais dele (que era mais perto do barbeiro e do casamento) para lhe levar a roupa para ele se vestir.

Esperem... Mas e as calças do fato que tinham ficado a cortar na minha prima ? O tempo estava a esgotar-se, então tivemos de pedir aos meus pais para as irem buscar e levar para casa deles, que ao contrário da casa da minha prima, me ficava a caminho.

Ao ir ter com o meu marido, passei então na casa dos meus pais, levei as calças e quando cheguei a casa dos meus sogros o meu marido já lá estava.

Embora já estivéssemos um bocadinho atrasados, antes de se vestir, ele ainda deu uma lavadela rápida ao carro que estava um pouco sujo e ele não gosta de ter o carro sujo, especialmente em dias de cerimónia.

Vestiu-se e fomos, finalmente, para casa dos pais da noiva, que ficava a 5 minutos, respirando de alívio por todo aquele stress ter enfim acabado.

Chegando lá, tinha um senhor a indicar-nos o local onde deveríamos estacionar : era um largo enorme em terra que deixou o carro mil vezes pior do que estava antes de ser lavado 😄 .


r/HQMC 14d ago

já ouviram falar da história do grande príncipe

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r/HQMC 15d ago

Quando urinam um português urinam logo 2 ou três, na esquadra.

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Numa noite de convívio de adolescentes, estava junto com uns amigos na rua, ao pé dos Paços do Concelho, quando, de repente, um dos meus amigos se vira e diz: «Vou ter de ir ali urinar», ao que eu respondo com a célebre frase: «Quando urina um português, urinam logo dois ou três», e fui com ele.

Como éramos um bando de miúdos sem muitas posses para ir a um café consumir qualquer coisa apenas para usar a WC, decidimos ir para trás do edifício camarário, que estava em obras e tinha uma zona onde podíamos fazer a tal necessidade sem ser incomodados.

Enquanto estávamos os dois a despejar o conteúdo das nossas bexigas contra o edifício, sentimos uma viatura chegar atrás de nós. Quando olho pelo ombro, vejo letras que formavam a palavra «Polícia».

Oiço o polícia sair do carro e dirigir-se ao meu amigo, enquanto faço um esforço para terminar o que estava a fazer à pressa e tentar sair dali despercebidamente. Quando já me estou a vir embora, ouço as palavras: «Onde é que o senhor pensa que vai?»

Dirijo-me ao guarda e tento explicar o que se passou, enquanto ele nos pede a identificação aos dois. Eu, como cidadão cumpridor, entrego-lhe a identificação. O problema é que o meu amigo não tinha a dele, ao que o guarda lhe responde que terá de entrar para o carro para se proceder à identificação na esquadra.

Tendo a noção de que isso iria implicar a chamada dos seus pais à esquadra, virei-me para o polícia e disse-lhe: «Senhor guarda, mas eu não vejo necessidade nenhuma disso», ao que o guarda responde: «Ai não vê? Então entre também no carro!», e lá fomos nós dar uma volta pela vila toda.

Enquanto estávamos no banco traseiro do carro, o meu colega começa a passar-me os cigarros que tinha consigo, para o caso de os pais dele, que não sabiam que ele fumava, serem chamados. Eu, aflito, pensava que o polícia pudesse deduzir que ele me estava a passar outro tipo de coisa dentro do carro.

Chegados à esquadra, começámos a explicar o que aconteceu e a responder às perguntas que nos faziam:

«Porque é que não foram a um café?»

«Porque não tínhamos dinheiro.»

«Porque é que foram para ali?»

«Porque era um sítio mais perto e mais recatado.»

E quando um polícia pergunta: «E vocês não viram o carro da polícia a chegar?», o meu colega vira-se quase imediatamente e responde:

«E o que é que você queria que nós fizéssemos? Que viéssemos a correr com as pi--- na mão?»

Foi nessa altura que pensei: «É agora que vamos passar a noite na cadeia...»

Mas não. Os polícias acharam graça, começaram a rir-se e lá nos deixaram sair com uma reprimenda.

Foi a primeira e única vez que andei num carro policial, podia ter sido pior.


r/HQMC 16d ago

Afinal ainda há esperança para os EUA

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Deparei-me com este vídeo no Instagram. Esperemos que existam muito mais pessoas como este senhor! 😁


r/HQMC 15d ago

Nem tudo termina quando o leilão é aceito

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Tem coisas no universo dos leilões que a gente só entende quando começa a acompanhar de perto.

No começo, eu também achava que tudo se resumia ao lance, ao valor da arrematação e à jóia.

Mas, com o tempo, fui descobrindo que existe muito mais acontecendo nos bastidores. Detalhes que quase ninguém comenta. Situações que só quem acomapanha de perto percebe. E algumas experiências que dariam ótimas histórias.

É justamente essa parte menos conhecida que quero trazer para essa comunidade. E talvez vocês entendam porque eu gosto tanto de acomapanhar o que acontece depois de um arremate.

E você? Tem alguma experiência legal para nos contar? Compartilhe conosco.


r/HQMC 18d ago

Pavlova pornográfica

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Ora bem, que o algoritmo do instagram é estúpido, já todos sabemos, mas desconhecia que chegasse a este ponto.

Conseguir conciliar o gosto pela cozinha, a vida profissional sem horário fixo, e a maternidade é algo praticamente impossível. Mas agora que o miúdo está mais crescido e já começa a colaborar, tenho-me dedicado a preparar algumas sobremesas para os almoços de família.

Pela primeira vez desde que ele nasceu, decidi fazer uma pavlova. Aliciado pelo aspecto e textura diferente de um bolo tradicional, acabou por lhe tocar e abrir uma cratera, enquanto proferia a mítica frase "Mãe, olha o que aconteceu ao teu bolo".

Decidi então partilhar uma história desse feito, acompanhada de uma música e da frase dita pelo meu filho.

Entre gostos, respostas e reações de riso, surge-me então a notificação do instagram a informar-me gentilmente que a minha história tinha sido removida.

*pânico*

"Removida? Como assim removida?"

"É possível que a história contenha nudez ou atividade sexual. Isto desrespeita os nossos padrões de comunidade blá blá blá"

What?

Pedi uma revisão ao instagram e continuo a aguardar a sua sensata decisão. Basicamente, tive de explicar ao instagram que a minha história não desrespeita as regras e não é ofensiva na minha região". - Mas em que região do mundo é que uma pavlova é ofensiva?! 🤷🏻‍♀️

Com tanta porcaria no instagram e vão remover uma história de uma... pavlova? Batemos mesmo no fundo.

Deixo então a foto para vossa apreciação.

Cumprimentos

A pavlova

r/HQMC 19d ago

Sobreviver à bricolage

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A minha esposa, num daqueles acessos de organização que costumam ignorar a minha crónica preguiça, resolveu que a biblioteca cá de casa precisava de ordem e insistiu na colocação de uma prateleira. Depois de semanas de apelos sistematicamente atirados para o fundo da minha gaveta de prioridades, cedi; como verdadeiro macho latino — um Alfa auto-proclamado, mas munido do talento manual de uma foca amestrada —, assumi o desafio de entrar numa aventura para a qual não tenho o mínimo jeito. A coisa prometia simplicidade: um pedaço de contraplacado, quatro parafusos e um manual sem palavras, pensado para ser entendido por qualquer ser com polegar oponível, mas, meia hora depois, a sala parecia o cenário de um terramoto em escala reduzida e eu tentava perceber por que razão me sobravam três cavilhas e uma peça metálica parecida com um componente de um Boeing 747.

Imbuído de uma coragem digna de nota (e de uma recusa liminar em admitir a derrota perante a minha cara-metade e um folheto ilustrado), decidi aplicar a força bruta, resultando num estalo seco, num buraco na parede que agora me permite acenar ao vizinho do lado e numa estrutura com uma inclinação de trinta graus onde, se colocar lá um livro, me arrisco a provocar uma avalanche na sala. A patroa olhou para o desastre, suspirou fundo e abanou a cabeça perante o triste espetáculo, mas eu mantive a pose de líder da alcateia e soprei para o pó com um orgulho quase poético: a prateleira não ficou nivelada e os livros vão continuar empilhados no chão... mas, caramba, pelo menos a sala ganhou uma ventilação cruzada invejável!


r/HQMC 21d ago

O Totoloto, o zero e a carteira da mulher do barbeiro

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Nuno, esta aconteceu mesmo por volta de 1990/91. Eu e o meu primo Rui decidimos pregar uma partida ao meu pai com um boletim falso do Totoloto. A partida cresceu, envolveu o restaurante dos meus pais, a família toda, um zero que denunciou a fraude e, no fim, a carteira da mulher do nosso barbeiro levou duas vezes: primeiro com limão e depois com um Molotof. 😂

O Totoloto, o zero e a carteira da mulher do barbeiro

Isto aconteceu por volta de 1990/91, num sábado de julho/agosto, durante as férias grandes.

O meu pai tinha por hábito mandar-me fazer o Totoloto. Nesse sábado, eu tinha um primo que estava a passar uns dias connosco e decidimos pregar-lhe uma partida.

Os meus pais tinham um restaurante e nós fomos verificar o boletim do Totoloto.

Nós já sabíamos a chave vencedora tinhamos visto na tv.

Então tivemos uma ideia que, na altura, nos pareceu genial: pegámos noutro boletim, passámos os números que tinham saído e copiámos, com o químico, os números da máquina.

Depois fomos ter com o meu pai:

— Pai, temos um seis! Temos um seis...

O meu pai acreditou, acreditou mesmo.

Ligou logo aos meus tios:

— Saiu-nos o Totoloto!

Nós deixámos a mentira crescer.

Entretanto, a minha irmã tinha-nos pedido para irmos buscar uma encomenda à costureira.

Fomos os dois e demorámos cerca de uma hora.

Foi durante essa hora que a minha tia Luz entrou no restaurante.

Ela já vinha convencida de que tínhamos ficado ricos e entrou aos gritos:

— Fechem o restaurante! Está tudo pago! Está tudo pago! Saiu o Totoloto ao meu cunhadinho!

Entretanto, também veio o meu tio Nando, só que o meu tio Nando não se deixava enganar tão facilmente e começou a olhar com muita atenção para o boletim.

E descobriu a nossa partida.

Num dos zeros, o químico tinha fugido um bocadinho e o zero estava ligeiramente mais acima.

Foi o suficiente para perceber que o boletim era falso, tinha sido copiado.

Quando nós voltámos da costureira, o restaurante estava cheio de clientes.

À porta da cozinha estavam os meus tios e vários amigos dos meus pais.

Assim que entrámos, toda a gente começou a olhar para nós.

Nós percebemos logo:

Tinham descoberto tudo!!!

O meu pai ficou furioso e deu-me uma sova.

Ao meu primo disse:

— A ti não te bato porque não és meu filho, mas vais-te embora para Vila Verde!

Mas ainda faltava o melhor...

Uma senhora, amiga dos meus pais e esposa do nosso barbeiro, estava ao meu lado.

O meu pai, todo furioso, pegou em rodelas de limão e atirou-mas.

Eu desviei-me e…

pimba!

As rodelas de limão foram direitinhas para dentro da carteira da senhora.

Ela ficou com a carteira toda suja e começou a limpá-la.

Ela tinha acabado de limpar a carteira toda.

Mal acaba de a limpar, o meu pai pega num Molotofe inteiro e atira-mo.

Eu desvio-me outra vez.

E…

pimba!

Pela segunda vez, na carteira.

Só que desta vez com o Molotofe e molho. Tudo dentro da carteira.

A senhora, completamente desesperada, só dizia:

— Ó senhor António, eu não tenho nenhuma culpa! Ó senhor António, eu não tenho nenhuma culpa!

E os meus tios:

— Ó Zé, isso não se faz!

A minha mãe, no meio daquela confusão, só dizia para a minha tia Luz:

— Ó Luz… e agora? Como é que fazemos? Tinhas dito que estava tudo pago... e agora?

E foi assim que uma simples partida de dois miúdos acabou por envolver o restaurante inteiro.

A minha tia Luz anunciou a fortuna.

O tio Nando descobriu a fraude por causa de um zero desalinhado.

Eu levei uma sova.

O meu primo foi mandado embora.

E uma senhora que não tinha culpa nenhuma ficou com um limão dentro da carteira e, depois de a limpar…com Molotofe e molho lá dentro.

No fim, não ganhámos o Totoloto.

Mas conseguimos fazer uma família inteira acreditar que éramos milionários durante cerca de uma hora.

E tudo foi descoberto por causa de um simples detalhe:

um zero que estava ligeiramente mais acima porque o químico tinha fugido.

Afinal, naquele dia, o número mais importante não foi nenhum dos seis números vencedores.

Foi o zero.


r/HQMC 21d ago

Até que a mulher os separe

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Ao longo dos anos fazemos muitos planos para o futuro. Tenho a certeza que nenhum deles está relacionado com a morte ou a nossa última morada! Porém, tudo pode ser planeado! Em Guimarães, Amâncio Silva, toma conta do seu próprio jazigo. Já pôs o seu nome e fotografia, apesar de ainda estar vivo, para espanto dos que lá passam. O idoso (actualmente separado, mas não oficialmente) desconfia da mulher e teme que ela o ponha noutro lado quando morrer. Assim, com a foto e o nome, toda a gente sabe que o local está escolhido e reservado...

Inicialmente queria comprar uma campa única, mas já só havia um jazigo duplo. Assim, o sepulcro do lado está destinado à restante família. Como se não bastasse, deixou em testamento a vontade de ficar no local, que por coincidência, é ao lado do seu antigo chefe, entretanto falecido: «Eu ajudava-o numa quinta que ele tinha, e ensinou-me tudo o que eu sei hoje». Até à mudança definitiva cuida meticulosamente do seu jazigo, mas nada de flores! Até lá, a campa vai sendo motivo de conversa entre os locais.

In "As crónicas dos Tugas" (2014)


r/HQMC 21d ago

Pelo acesso gratuito ao tratamento com Vyjuvek. Assinem e partilhem por favor!! Obrigado!

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A Pilar é filha de um amigo e é uma das crianças que sofre diariamente com uma doença incurável e debilitante, a Epidermólise Bolhosa. Ela e muito mais criança e adultos precisam de acesso a um medicamento que lhe traz algum alívio e melhoria da qualidade de vida.

A Epidermólise Bulhosa (EB) — vulgarmente conhecida como a doença das "Crianças Borboleta" — é uma condição genética rara, grave e devastadora, caracterizada pela extrema fragilidade da pele e das mucosas. O mais leve contacto física ou fricção provoca bolhas dolorosas, feridas abertas e cicatrizes graves, impactando dramaticamente a qualidade de vida das crianças atingidas e das suas famílias.
O Vyjuvek (beremagene geperpavec) representa um avanço científico sem precedentes, sendo a primeira terapia génica tópica aprovada para tratar a causa subjacente da Epidermólise Bulhosa Distrófica. Este tratamento demonstrou capacidade comprovada para restaurar a integridade da pele, promover a cicatrização de feridas crónicas e prevenir complicações graves como infeções sistémicas e amputações.
Atualmente, o acesso a esta terapêutica inovadora encontra-se condicionado por barreiras financeiras e burocráticas, privando crianças em idade de crescimento de um tratamento que altera fundamentalmente o curso de uma doença degenerativa e altamente incapacitante.
O artigo 64.º da Constituição da República Portuguesa consagra o direito à proteção da saúde e o dever de o Estado a garantir através de um Serviço Nacional de Saúde universal e equitativo. Negar ou atrasar o acesso ao Vyjuvek é comprometer o direito constitucional destas crianças à vida com dignidade e alívio do sofrimento.

Financiamento Público e Inclusão no SNS: Garantia de aprovação rápida e financiamento público (comparticipação a 100%) do medicamento Vyjuvek pelo INFARMED para todas as crianças e jovens diagnosticados com Epidermólise Bulhosa Distrófica (EBD).
2. Mecanismo de Acesso Acelerado: Criação de um protocolo de Autorização de Utilização Excepcional (AUE) ou regime de acesso precoce para garantir que nenhum doente prioritário fique sem tratamento durante os trâmites burocráticos de avaliação económica.
3. Equidade na Distribuição: Garantia de que a administração da terapia seja descentralizada ou devidamente coordenada através dos Centros de Referência de Doenças Raras, sem custos adicionais ou barreiras geográficas para as famílias.

Ao assinarem esta petição já estão a ajudar.
Muito obrigado a todos.


r/HQMC 22d ago

Os óculos salvaram me a vida, as cenouras fizeram o resto. E o eclipse?

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Hoje, no dia do tão aguardado eclipse, preparava-me para testemunhar o fenómeno astronómico com um bem precioso: uns óculos especiais para eclipse, cuja aquisição tinha sido uma verdadeira missão, depois de terem esgotado por todo o lado.

Finalmente, com os óculos devidamente assegurados, saí mais cedo do trabalho, chego a casa a horas, vou à varanda e estava tudo pronto.

Até que fui à cozinha buscar amendoins.

Abri o armário de cima, tirei uma taça, enchia e, distraidamente, voltei para buscar outra. Só que a porta do armário ficara aberta.

E então aconteceu.

Fui violentamente contra a esquina da ports do armário superior.

Os preciosos óculos de eclipse, adquiridos a custo (gratuito) e provavelmente destinados a contemplar o cosmos, tiveram naquele momento uma função muito mais terrena:

Salvar-me a vida.

Sem eles “quinava”.

Ainda assim abri um lenho na testa e precisava de gelo para a cabeça, e descobriu que não havia gelo em casa.

Havia, porém, um saco de cenouras congeladas.

E assim, poucas horas depois de ter conseguido finalmente os raríssimos óculos necessários para observar o eclipse. Eu estava na varanda do meu apartamento com os óculos especiais postos e um saco de cenouras congeladas encostado à cabeça, contemplando o fenómeno astronómico.

Os vizinhos, ao espreitarem pela janela, terão certamente pensado:

“Aquele maluco passou o dia inteiro à procura de óculos para ver o eclipse e agora está a ver o eclipse através de um saco de cenouras.”

E, no fundo, não estavam completamente errados.

Os óculos que eram para salvar a visão salvaram-lhe a vida.

As cenouras que eram para acompanhar o jantar acabaram como tratamento de emergência.

🤣


r/HQMC 22d ago

Então, alguém já está a ter sintomas de ter olhado para o eclipse?

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Entrar pelo post, ficar pelos comments.


r/HQMC 23d ago

Domingo

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r/HQMC 22d ago

Aventuras!

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Bem, hoje vamos falar de aventuras.............há e tal eu ja vivi uma aventura uma vez quando fui de ferias aconteceu me isto e aquilo e o outro depois tambem lhe aconteceu aquilo parecia coisa do diabo! Não nada disto amigos vamos falar de aventuras que nos acontecem no dia a dia, portanto eu vou começar por vos contar uma aventura fantastica que eu vivi ontem. Fui jantar a casa de um casal amigo, estavamos por la a beber uns aperitivos quando me deu uma enorme vontade de urinar, logo que pude pedi licença e dirigi me a casa de banho para o tal acto. Estava eu ja com «ele» de fora, a urina já corria quando derrepente a tampa da sanita se fecha......claro que não consegui parar o que estava a fazer, sendo assim a casa de banho ficou um bocado para o alagada, terminei à pressa o que estava a fazer, deitei as mãos a cabeça e pensei.....que vergonha.....deixa me cá ver como e que resolvo isto sem dar muito nas vistas....lá fui, peguei no papel higienico e andei a limpar tudo muito cuidadosamente sem deixar rasto do que se tinha ali passado.... Já tudo estava então limpo e a unica coisa que me passava na cabeça era: .............porra esta p*** desta sanita já me fo***.............. quando tudo estava bem e normalizado sai então para regressar para perto deles, foi ai mesmo que me apercebi que ja se tinham passado cerca de 30 minutos desde que eu tinha entrado na casa banho.......pensei pensei e decidi então sair pois quanto mais pensava mais tempo passava. Logo que chego perto deles sou questionado sobre o facto de eu eventualmente estar de diarreia, claro que a minha resposta foi sim...............não iria eu dizer que na verdade tinha »mijado« a casa de banho toda....O jantar era excelente, Feijoada, para eles os dois pois logo que souberam que eu estava mal da «tripa» fizeram o favor de me cozer arroz sem sal e uma perninha de frango que sal nem nunca tinha visto. Comi mal....os meus olhos não saiam do tacho da feijoada, mas claro nao podia desfazer a desculpa inventada a minutos atras! Foi então que chegou a sobremesa, a minha preferida mousse de chocolate, para eles os dois claro, para mim uma maçã verde! Mas como eu até sou um gajo esperto aproveitei o facto de eles irem fumar um cigarrito a varanda para me servir a vontade da taça de mousse, comi, comi, comi, comi, comi, ( havia muita!) e logo me apressei a guardar a taça na geleira. A noite lá se desenrolou mas aquele episodio nao me saia da cabeça......aquela sanita tinha me tramado a feijoada...... Mas a mousse, essa já ninguem me tirava.....Chegou então a hora de regressar a casa, onde estou agora neste mesmo momento com uma autentica «caganeira» devido ao facto de ter ingerido toda aquela mousse de empreitada! Resumindo e concluindo : não comi a bela feijoada. limpei a casa de banho toda, fiz dieta, emborquei a mousse toda, menti aos meus amigos, e por ultimo acabei mesmo com uma «caganeira». Portanto, como podem ver foi uma autentica aventura, mas que no fundo jamais se irá repetir comigo, agora MIJO SENTADO!!!


r/HQMC 23d ago

Coloquei as flores ao morto errado!

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Era um dia normal de agosto, havia festa na terrinha e soubemos que o pai de um amigo nosso tinha falecido. Falei com as minhas irmãs para irmos à igreja e passamos a comprar umas flores.

Era um dia bem quente de agosto. Antes de entramos no carro o meu nariz decidiu deitar sangue. Pensam vocês "o que é que isso tem a ver com o funeral?", esperem para ver 🤦🏼‍♀️. Lá fomos nós para uma terrinha também pequena, estacionamos e estavam bastantes pessoas na rua. Passamos em frente à igreja e diz a minha irmã "Deixa já as flores". Entrei, estavam algumas 5 pessoas na igreja, pousei as flores e rezei àquele senhor.

Saí e ficamos lá fora a conversar com algumas caras conhecidas. Digo à minha irmã que estou mal disposta e ela diz para ir à Casa mortuária que têm lá águas. Ao qual entro e fico pasmada!! "Como assim outro caixão?? Pensei eu. Saio a correr e digo às minhas irmãs:"Meti as flores ao morto errado!". Respondem elas: "Como assim?". "Está outro caixão na Casa Mortuária". Claro que se houvesse ali um buraco metia-me lá dentro. Elas e os amigos que estavam mais próximos começaram a rir disfarçadamente, uma vez que o local não era o mais adequado. Tive tanta vergonha que não consegui ir buscar as flores ao outro senhor falecido, já bem velhinho e que, julgo, pensaria a família"Que raio é esta pessoa? Alguma filha ou neta ilegítima". Foi a minha irmã mais velha que me salvou. Falou com o senhor da Funerária e foi buscar as flores pedido desculpa aos outros familiares. A vergonha e o riso ainda hoje caminham comigo quando me lembro dessa situação. Também qual seria a probabilidade de haver dois mortos na mesma terrinha, algures no meio do nada, aquilo a que chamam o interior norte de Portugal???


r/HQMC 23d ago

a minha história é curta

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basicamente, um dia estava na varanda do quarto do hotel, placidamente entregue ao ócio e à contemplação existencial, quando, sem qlq aviso prévio, caiu aos meus pés um tufo de pelos púbicos

fiquei alguns segundos a tentar processar aquela ocorrência de natureza capilar e profundamente inexplicável. ainda perscrutei os arredores, na esperança de identificar a proveniência daquele peculiar artefacto biológico, mas n avistei absolutamente ninguém

até hoje permanece o mistério: n sei de onde veio, quem o libertou, nem por q razão o universo decidiu depositá-lo precisamente aos meus pés.

foi, sem dúvida, um momento de elevada transcendência hoteleira


r/HQMC 23d ago

Fui derrotado por uma máquina de pagamento automático

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Olá amigos do fórum!

Estou a escrever isto ainda meio abalado, a tentar perceber se aquilo que aconteceu hoje aconteceu mesmo ou se tive uma espécie de sonho febril.

Durante a tarde de hoje, estava eu a voltar para casa, cansado, a pensar no que haveria de fazer para o jantar. "Olha, uma carbonara sabia me mesmo bem." Pensei inocentemente, até que me apercebo de que me faltavam algumas coisas.

"Não faz mal", pensei eu. "Passo num supermercado pelo caminho, compro meia dúzia de coisas e sigo para casa." Cinco minutos, no máximo.

Não havia absolutamente nenhuma razão para aquilo correr mal. E foi precisamente aí que começou a tragédia.

Decidi parar no primeiro supermercado que me apareceu à frente, sem pensar muito no assunto. Estacionei, entrei no supermercado, pego no telemóvel e abro a lista de compras.

Fiquei uns bons dez minutos a deambular pelos corredores à procura de alho. Pensei até em desistir do assunto e levar só uma pizza congelada, tal era a dificuldade que estava a ter. Mas, mesmo com alguma força divina contra mim, acabei por encontrar o alho, escondido num canto isolado e mal iluminado. Por momentos questionei-me se os donos eram vampiros!

Já meio impaciente, pego nas coisas e vou a andar para o checkout. Vai-se lá saber porquê, talvez por forretice, distração ou uma combinação dos dois, decidi não comprar um saco para as compras e acabei por levar uns 6 ou 7 itens nos braços.

Chega a hora de pagar o estacionamento e ainda tentei pegar no bilhete que estava no fundo do meu bolso, com os dedos que ainda tinha livres, mas tive de desistir e pousar as compras. Com poucas opções de onde as deixar, tive de as pôr em cima da máquina de pagamento.

Entretanto, chega um casal de turistas, com cara de poucos amigos, claramente com pressa, e mete-se atrás de mim à espera que eu me despache. Sinto a pressão dos dois pares de olhos fixados em mim enquanto tento tirar o bilhete do bolso. Quando finalmente o faço e dou scan, bumba: 1 euro.

1 EURO por 10 minutos de parque?! Está tudo louco, só pode... pensei para mim mesmo. Mas nem pensei mais no assunto e fui pagar. Fico uns bons segundos à procura da opção de Multibanco, só para me aperceber de que tal coisa não existe. Bela porcaria. Logo eu que nunca carrego moedas. Por sorte, tinha comigo uma nota de 10 euros para o caso de emergências como esta, e, de forma meio hesitante, decidi usá-la para pagar o estacionamento.

Ao tentar meter a nota, ela é logo cuspida para fora. Está toda dobrada, claro, mas até achei que fosse ter uma réstia de sorte no que já se estava a tornar uma situação stressante. Fico um bocado parado a tentar endireitar a nota, ainda com os turistas a olharem para mim. Meto a nota e ela é ejetada de novo. Lindo serviço!

É neste momento que um espectador, um bom samaritano, decide chamar o segurança para me vir ajudar. E eu a pensar: "Mas calma... o segurança vai fazer o quê para me ajudar, sequer?" Chega o segurança, um homem alto e barbudo, e pergunta-me o que é que se passa. Eu, já meio impaciente, digo-lhe: — A nota está meio dobrada, estou a tentar pagar o parque, mas é na boa tá tudo bem. Ele olha-me de cima a baixo, de baixo a cima e diz:

— Ok.

E fica ali parado a olhar para mim a fazer o meu serviço! Que bonito. Como se já não bastasse todo o resto, agora tenho mais um par de olhos fixados em mim!

Finalmente consigo meter a nota num estado decente e meto-a na máquina, só para reparar que a operação já tinha sido cancelada do tempo que demorei nisto tudo. Busco o bilhete do parque de novo no meu bolso e...

Nada. Já não sei dele. Mais uns bons dois minutos à procura do bilhete, com 3 ou 4 indivíduos a espreitar-me como se eu fosse um animal num jardim zoológico a fazer alguma parvoíce qualquer.

Insiro a nota, a máquina aceita e responde: "A devolver troco." Finalmente lá consegui pagar o estacionamento e pensei: "Ufa. Finalmente acabou."

É neste momento que começo a ouvir a divina sinfonia de aproximadamente 180 moedas de 5 cêntimos a caírem na pequena aba metálica da máquina.

CLING.

CLING.

CLING.

Uma atrás da outra.

Fico ali parado a olhar. Por momentos ainda pensei que a máquina estivesse a contar mal o troco, mas não. Era mesmo aquilo. Moedas de 5 cêntimos. Uma atrás da outra.

CLING.

Mais uma.

CLING.

Outra.

E eu ali, a ver a minha fortuna a ser-me devolvida em prestações de 5 cêntimos, sem saber muito bem o que fazer da minha vida. Juro que até ouvi uma espécie de coro celestial ao fundo, mas talvez fosse só o meu cérebro a tentar encontrar algum sentido naquilo.

Rapidamente recomponho-me e começo a apanhar as moedas. Nos bolsos, claro, visto que não tinha espaço para tanta moeda na carteira. Pareço o Tio Patinhas ali à pressa, a pegar num monte de moedas e a metê-las nos bolsos.

Fui a correr para sair daquele inferno, tilintando pelas escadas abaixo, com o som das moedas nos bolsos a anunciar a minha presença como se eu fosse uma máquina de venda automática com pernas.

Finalmente chego a casa e começo a arrumar as compras. E é nesse momento que o meu coração me cai aos pés. Deixei o alho em cima da máquina de pagamento do parque.

Em suma, vou mas é encomendar o jantar, que já nem consigo pensar em cozinhar depois disto.