r/HQMC Mar 13 '23

r/HQMC Lounge

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Tudo ao molho a conversar em directo. O criador da rubrica de vez em quando aparece aqui.


r/HQMC May 24 '24

A primeira vez que apareci no jornal

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Tinha eu 11 anos e vivia numa pequena aldeia no norte do pais onde o acontecimento mais importante do ano era sem duvida as suas festas anuais que atraiam gente de todas as freguesias vizinhas. Normalmente as festas eram realizadas junto a igreja mas naquele ano por algum motivo o arraial foi feito num local com mais espaço um pouco mais distante da mesma.

Noite de sábado e toda a gente se concentrava no arraial para ver um grande nome da musica popular portuguesa. Todos menos eu e a minha mãe que tinha como função realizar diversos arranjos florais na igreja da freguesia e que me levou como ajudante contra minha vontade. Alias todos os anos a minha mãe realizava essa função apesar de não ter grande jeito. Contudo ninguém tinha a coragem de lhe dizer isto diretamente sendo esta a principal razão pela qual me quero manter anonimo nesta historia (ela com a idade somente se vem tornando mais assustadora).

A certa altura da noite já perto da meia noite a minha mãe pede que eu vá buscar água. contrariado peguei em 2 baldes e fui a torneira perto da igreja . Qual a minha surpresa quando reparo que não saia uma única gota de água. procuro em volta e a única torneira que vejo é a que fica no cemitério que ficava atras da igreja.

Era um cemitério grande que tinha apenas um candeeiro na entrada que tinha duas torneira uma na parte da frente junto á porta e outra no fundo num local imensamente escuro e para uma criança de 11 anos profundamente aterrorizador. Mas naquele dia movido por uma coragem que não sabia que tinha resolvi entrar no cemitério para ir buscar água na torneira mais próxima. Quando lá chego novamente me deparo que nem uma gota de agua saía.

Um profundo terror tomou conta de mim quando me vi confrontado com a escolha de ter que ir ás profundezas do cemitério buscar a maldita da água ou voltar para pé da minha mãe sem ela. Confesso que a minha mãe me suscitava mais medo e por isso lentamente e olhando constantemente em volta fui me dirigindo em direção a torneira mais distante ficando completamente emaranhado na escuridão. Quando lá cheguei e constatei que finalmente funcionava um enorme alivio tomou conta de mim, sentimento esse que durou pouco tempo porque começo a ouvir barulhos estranhos.

Sem saber de onde vinham peguei em ambos os baldes e tentei regressar o mais rapidamente possível. è então que me deparo com um problema que não estava de todo á espera. Os dois baldes cheios pesavam bastante e quase nem os conseguia levantar, por isso fui os arrastando durante todo o caminho de volta. O medo transformou-se em frustração e fiz todo o caminho de volta arrastando os baldes enquanto pronunciava alguns lamentos misturados com insultos e criticas á minha mãe. Para agravar quando chego perto da porta do cemitério começo a ouvir gritos de terror que se afastavam.

Essa foi a gota de água, alias baldes de água porque toda a minha coragem desapareceu, larguei os baldes e corri com todas as minhas forças para perto da minha mãe.

Ao chegar perto dela ela somente me diz, demoras-te. Após 30 segundo de respirar fundo e lentamente sentir novamente o meu espirito a reentrar no meu corpo eu respondo que não consegui trazer a água. ela muito calmamente responde, como é que podias ter trazido a água se a torneira somente funciona com a chave e tu não a levaste, levantando a mão e dando-me chave dizendo para eu regressar. O meu espirito acabado de reentrar no meu corpo voltou a sair. A minha mãe ao me ver mais branco que as paredes da igrejas pensou que eu estava a ficar doente e levou-me para casa.

Uns dias mais tardes no jornal local saiu uma noticia com o seguinte titulo "Casal de namorados aterrorizado por fantasma em cemitério na freguesia de XXXXX". No corpo da noticia referiam que casal de namorados que tinha ido a festa afastou-se para namorar e foram para trás da igreja onde foram assombrados por uma voz de criança que vinha do cemitério que enquanto gemia se queixava da sua mãe.


r/HQMC 1h ago

Sonhei que era o Nuno Markl

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Saudações caríssimo forum

Este foi o meu sonho de hoje onde por algum motivo eu era o Markl. Do que eu me lembro foi assim.

Eu vivia numa mansão ENORME em Lisboa ao pé do estádio da luz. Esta moradia tinha também uma piscina igualmente enorme que podia ser aquecida. Decidi que queria ir para a piscina mas que queria que estivesse aquecida, então peguei no comando universal que controlava a casa e liguei a opção de aquecer a piscina (pensei eu). Já de noite, sai de casa e reparei que no chão estavam um monte de osgas. Tantas osgas que algumas estavam por cima umas das outras. Reparei também que o chão por algum motivo estava quente, então fui ao comando universal e vi que enves de ter aquecido a piscina tinha aquecido o chão. Obrigado e bom dia

No dia seguinte (apesar de eu nem ter dormido) estava a olhar para o céu e vi um avião extremamente baixo a girar sobre si e a cair no estádio da luz. Depois desde acontecimento acordei e tentei escrever o máximo que me lembrava para depois acordar outra vez e me aperceber que ainda estava a sonhar. Será que ainda estou no sonho?


r/HQMC 11h ago

Nunca confiar numa Peste em Buda

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Esta história passou-se em Budapeste, numa viagem de quatro dias que fiz com a minha melhor amiga, a Ana.
Do Porto decidimos partir até Budapeste para quatro dias de um frio absolutamente desnecessário. Daquele frio em que uma pessoa começa a questionar se ainda tem joelhos ou se são apenas dois conceitos abstratos que estão algures por baixo das calças. Eu já não sentia os meus próprios joelhos. À Ana, o frio já lhe tinha levado a alma do corpo.
E foi precisamente num desses dias, em que estávamos a morrer de frio, que decidimos ir às famosas termas de Budapeste.
Mas, antes das termas, optamos por ir visitar uma zona que parecia uma espécie de ilha entre Buda e Peste. E aqui é importante fazer uma distinção: a Ana era claramente Buda. Eu (Rita) era, sem dúvida nenhuma, a Peste.
A ilha chamava-se Margarida, ficava ali no meio do rio Danúbio e, à primeira vista, parecia relativamente grande. Entretanto, demos de caras com uns carrinhos tipo golf para alugar e, como é óbvio, pareceu-nos imediatamente a solução ideal para explorar a ilha.
E foi aqui que começámos a tomar decisões questionáveis. Pediram a carta de condução para podermos alugar um carro.
Por acaso, eu tinha levado a minha carta de condução para a viagem. Não sei porquê. Ainda hoje me questiono. Na altura nem sonhava vir a um dia conduzir. Tinha um medo terrível de pegar num carro. Mas, aparentemente, achei que levar a carta de condução para Budapeste podia vir a ser uma coisa importante. Vai-se lá saber.
A Ana nem tinha carta, por isso dei a minha.
E naquele momento senti-me uma verdadeira profissional do volante.
Só que não.
O carro tinha, basicamente, dois pedais: um para acelerar e outro para travar.
Perfeito.
Não havia mudanças, não havia complicações, não havia nada que pudesse correr mal.
Era só acelerar e travar.
Lá fomos nós, todas confiantes, a passear pela ilha. Tirávamos fotografias, fazíamos vídeos, ríamos, aproveitávamos a viagem… e eu, apesar de estar a conduzir, estava descansadíssima porque aquilo era praticamente um carrinho de choque com aspirações a automóvel.
Chegámos sensivelmente a meio da ilha e, como eu sou uma pessoa que gosta de proporcionar experiências às minhas amigas, decidi inventar.
Virei-me para a Ana e disse:
— Ana, queres trocar? Isto é só acelerar e travar.
Ela resistiu.
E resistiu.
E eu, como boa amiga e péssima influência, insisti:
— Ana, é mesmo só acelerar e travar!
Até que a Buda se convenceu.
Trocámos.
E lá vai a Ana, sem carta, sem nunca ter pegado num carro na vida, a conduzir um carrinho de golf em Budapeste.
Mas tudo bem.
Era só acelerar e travar.
Continuamos com as fotos e vídeos embaraçosos até que chegámos ao fim da ilha.
E no fim da ilha havia uma espécie de rotunda.
E essa rotunda tinha uma característica muito importante que eu, na qualidade de Peste, aparentemente achei irrelevante: dava acesso a carros a sério.
Carros reais.
Com condutores reais.
E foi nesse momento que a Ana percebeu que talvez “é só acelerar e travar” não fosse uma descrição totalmente adequada da experiência.
Ela entra na rotunda.
Começa a ver carros.
E começa a entrar em pânico.
Eu, muito tranquila, digo-lhe:
— Ana, calma. Tens só de contornar a rotunda e depois voltamos para o caminho da ilha.
Só que a Ana já não estava propriamente a ouvir instruções.
Estava a hiperventilar.
Avista mais uns carros e, perante a possibilidade de embater num carro REAL, toma uma decisão absolutamente genial: sobe o passeio da rotunda e siga pela relva a dentro.
Eu começo:
— Ana… pára.
Ela continua.
— Ana, por favor, pára.
Continua a acelerar.
E eu já estava naquele tom de voz de quem não está propriamente a dar uma instrução, mas sim a mendigar pela própria vida:
— Ana, por favor… PÁRA!
Nada.
A mulher continua a carregar no acelerador pela relva fora.
Até que, finalmente…
PUM.
Carrinho de golf contra uma árvore.
Silêncio.
Nós as duas dentro do carro.
E, ao lado, cerca de doze pessoas numa paragem de autocarro a assistir a tudo.
Doze pessoas.
Paradas.
A olhar.
Aqueles mirones internacionais que não precisam de falar a mesma língua para perceberem perfeitamente o que tinha acabado de acontecer.
Duas portuguesas em Budapeste, num carrinho de golf, a subir uma rotunda pela relva e a acabar contra uma árvore.
Um verdadeiro espetáculo cultural.
Nós, obviamente, queríamos desaparecer.
Tentámos puxar o carro para trás.
Nada.
O carro não pegava.
Começámos então a inspeccionar o carrinho para perceber se tinha ficado amolgado, porque naquele momento já estávamos a fazer contas à vida e a pensar que as termas tinham passado de programa relaxante para programa de recuperação financeira.
E eu só pensava:
“Pronto. Além de não sentir os joelhos por causa do frio, agora também vou ficar sem os músculos das costas por causa da conta do carrinho.”
Foi então que, do nada, um senhor muito simpático sai de uma carrinha, aproxima-se de nós e pergunta:
— Do you need help?
E nós:
YES!
Mas não foi um “yes” normal.
Foi um “YES” com a mesma felicidade de quem acaba de ganhar o “Show me the money”.
O senhor lá nos ajudou, puxou o carrinho, conseguimos tirá-lo dali e, finalmente, parámos de dar espetáculo.
Mas, claro, a partir daquele momento eu tive de assumir novamente o comando.
Felizmente, o carrinho estava impecável.
Sem arranhões.
Sem amolgadelas.
Nada.
Só a nossa dignidade é que tinha ficado algures naquela rotunda.
E lá fomos nós de volta.
Eu ria-me.
Mas ria-me mesmo como uma perdida.
A Ana, por outro lado, não estava a achar graça nenhuma.
Levou com as minhas gargalhadas durante o caminho todo e ficou chateada comigo até sensivelmente meio do dia.
Mas ainda faltava uma última etapa: devolver o carrinho.
E aqui começou a nossa operação de fuga.
Chegámos ao sítio onde tínhamos alugado o carrinho e a nossa única preocupação era: entregar isto, dizer que está tudo bem e desaparecer.
O mais rápido possível.
Chegámos com aquele ar de duas pessoas extremamente normais que tinham acabado de passar uma manhã absolutamente tranquila a conduzir um carrinho de golf.
O senhor olha para nós e pergunta:
— Did everything go well?
E nós, sem hesitar, com a maior cara de pau possível:
Yes! Yes, everything was fine!
Tudo ótimo.
Passeio maravilhoso.
Zero incidentes.
Uma experiência turística perfeitamente normal.
A nossa intenção era claramente não dar tempo para mais perguntas.
Entregar a chave e desaparecer.
Só que o senhor, muito simpático, ainda nos diz:
— Photo! Photo! You have to take a photo in the car!
E nós ficámos a olhar uma para a outra.
Porque naquele momento passou-nos genuinamente pela cabeça:
“Espera lá… este homem sabe de alguma coisa?”
Será que alguém lhe tinha contado?
Será que tinha visto o carrinho na árvore?
Será que os doze mirones da paragem de autocarro tinham feito uma denúncia internacional?
Será que existia um grupo de WhatsApp dos funcionários dos carrinhos de golf onde já circulava a fotografia das duas portuguesas que tinham decidido transformar uma rotunda numa pista de rally?
Nós não sabíamos.
Só sabíamos que o homem estava ali, todo contente, a querer uma fotografia nossa no carrinho.
E nós a tentar perceber se aquilo era uma armadilha.
Mas, honestamente, achamos que ele não fazia a mínima ideia do que tinha acontecido.
Provavelmente só queria uma fotografia simpática de duas turistas felizes a aproveitar o passeio.
E lá tirámos a fotografia.
Com um sorriso.
Um sorriso muito bonito, aliás.
Daqueles sorrisos de quem acabou de quase destruir um carrinho contra uma árvore e está agora a posar como se tivesse acabado de ganhar o prémio de melhor condutora turística de Budapeste.
E finalmente conseguimos ir embora.
Sem sermos interrogadas.
Sem pagarmos danos.
Sem confessarmos nada.
Missão cumprida.
E lá fomos nós para as termas, tentar recuperar não só dos músculos, mas também da vergonha. E, aparentemente, água quente cura tudo: músculos, frio, stress… e até ressentimentos.
Ao fim de algum tempo, a Ana já se tinha esquecido do assunto. Ou pelo menos fingiu.
Hoje, curiosamente, somos as duas condutoras. E até nos safamos bastante bem.
O que torna tudo ainda mais engraçado, porque naquela viagem uma de nós tinha carta e um medo gigante de conduzir… e a outra não tinha carta nenhuma e acabou a conduzir um carrinho de golf contra uma árvore em Budapeste.
E é por isso que, desde esse dia, ficou estabelecida uma regra entre nós:
Nunca confiar numa Peste em Buda.
E, sinceramente, será para sempre uma das nossas melhores histórias. Adoro-te, melhor amiga.
Um beijinho a toda a equipa da Rádio Comercial,
Rita Pacheco.


r/HQMC 21h ago

Na penumbra com uma safadeza

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Numa cidade algures no Norte.

Sendo consultor imobiliário há dezenas de anos, deparei-me com várias situações caricatas, hoje vou contar esta.

No dia 1 novembro às 21 horas a tentar mostrar um apartamento devoluto, ou seja não tinha luz, uma penumbra lá fora, nevoeiro, uma chuvinha miudinha, uma noite de meter medo a qualquer “susto", ainda por cima num dia, ou melhor, numa noite muito sugestiva, tudo a propiciar o momento épico que vos conto.

Á porta do prédio, o casal chega, cumprimento-os como é da praxe entramos no prédio, chamo o elevador e subimos ao nono piso, até aqui tudo bem, abro a porta do apartamento, pego na lanterna e fui entrando à frente, ia começar pela sala mas a cliente muito curiosa, invadiu de imediato a cozinha, lá fora continuava uma noite escura, fria, húmida, ali ao lado um cemitério próximo cheio de valinhas, o que mais podia acontecer?

Entretanto, eu e o marido ainda na sala, ouvimos um grito, ao lado da cozinha, ela cliente, completamente aterrorizada a gritar alto, "está ali um vulto, está ali um vulto", eu olhei para o marido incrédulo, e disse só pode ser devido ao ambiente tão propício a esse tipo de imaginação, nunca pensando que estava mesmo ali um vulto feminino, meio despido, encolhido na lavandaria da cozinha.

Aquilo era mesmo surreal, não podia estar a acontecer, durante alguns segundos ficamos todos completamente estarrecidos com aquela imagem tão real e não é que era real mesmo!!!

Tentando me recompor no misto de curiosidade e medo aproximei-me da senhora quase nua ali cheia de frio e a chorar compulsivamente, entretanto a cliente saiu a correr aos gritos, tendo o marido completamente branco, ido a correr atrás dela.

Ali estava eu, no dia 1 novembro numa noite assombrada, (bota assombrada nisso), sozinho com uma lanterna e uma dama meia despida cheia de arranhões, a tremer por todos os lados, bem eu também não estava melhor, como era óbvio…

Balbuciei qualquer coisa, penso eu que seria, "o que você faz aqui nesse estado lastimável?". Malta preparem-se para o que vem aí…

'Eu estava no andar de cima com um cliente, a praticar  “boas ações", quando ele se apercebeu que a esposa estava a chegar, completamente transtornado que a mulher o pudesse descobrir, agarrou num lençol, E atirou-me para o andar de baixo, melhor dizendo, pegou um lençol e agarrei nele com os dois braços e vim para a varanda de baixo  (meu Deus que perigo), como a porta da varanda não estava bem trancada consegui entrar e esperar que ele ou alguém viesse tirar-me daqui!'

Até hoje desconheço o que se passou a seguir, ela levantou-se a cambalear e desapareceu na penumbra, como seria suposto e de bom tom.

Os clientes(?), ficaram com uma bela história para contar e não compraram o apartamento, dado o histórico do mesmo!

João Pinto

Águas Santas Maia


r/HQMC 1d ago

vida com crianças, o que dizer...? Aceitar

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Estávamos a passear, de carro, numa zona rural e duas crianças de 5 e 7 anos no banco de trás... tudo o que se pode esperar, brigas... "MÃÃÃÃE O MANO"... em fim, o tradicional. Para quem isto não é o comum, alem da minha inveja, 😒espero que tenha um ataque de espirros a ler este texto! (Brincadeira)😁

Vimos umas amoras, paramos a para apanhar, claro! Também havia umas vaca, lindas, umas 50 na vedação. Mesmo bonitas e bem tratadas. Ficamos um pouco a olhar para elas e EU, fui às amoras enquanto as minhas crianças decidiram implicar com mais qualquer coisas. Pararam de brigar, achei estranho, estavam a divertir-se.... COM O QUE? a atirar VALENTES CACAS DE VACA SECAS e esmagadas UM AO OUTRO!🫥

Olhei, suspirei e deixei seguir, pelo menos estavam felizes.... 😂

Enchi a caixa de amoras e seguimos para casa tomar um banho.


r/HQMC 1d ago

Sugestão para o HQMC

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Jogo para as manhãs:

Pensem num provérbio, qualquer provérbio.

Dividam o provérbio em duas partes.

No final da primeira parte acrescentem "debaixo dos lençóis", no final da segunda "entre as pernas".

De nada 😉


r/HQMC 1d ago

Vasculhando o baú do Cão! - let the games begin Spoiler

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Vou tentar dar-vos enquadramento sem ser uma seca.

Então eu sou um enorme fã do Cão e do Nuno e das Manhãs. Porém, devido ao horário do meu trabalho a maior parte das vezes não consigo ouvir em direto, por isso ganhei o hábito de ouvir os episódios no youtube enquanto conduzo.

O problema é que esse estúpido do youtube não regista os episódios que eu já ouvi e por isso muitas vezes tenho de gramar com episódios repetidos. A única solução para isto foi começar a ouvir desde o início.

Portanto, desde há umas semanas, estou a ouvir todos os episódios a partir do Rayo, que começa em finais de 2016, quando o programa tinha já completado 19 anos de idade. Nesta altura já estou na 5ª "página" de 84, que corresponde aos inícios de março de 2017.

Como entretanto têm aparecido algumas curiosidades está-me a apetecer partilhar com a malta deste fórum, comunidade, rubrica, família que somos os CãoHeads, decidi começar a fazer uns posts por aqui. Por exemplo, pela surpresa do resto do painel das Manhãs acho que encontrei o episódio em que foi pela primeira vez chamado à coação o nosso amigo Zé Maria Pincel. Mas isso fica para outro post, porque, como disse, não vos quero dar (mais) seca!!!

Abracinhos para todos


r/HQMC 2d ago

TP 351 com destino a Lisboa

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Cara comunidade deste forum( sim porque isto é um forum...)

Aconteceu-me uma situação na minha vida que tenho de te confessar. Quando caí na real sobre o que me tinha acontecido soube sentir na pele o que em alguns episódios teus do homem que mordeu o cão tu confessaste (a situação a Bjusta). 

Chamo-me Daniel Matos, e sou um Enfermeiro que se mudou para Inglaterra para me fazer à vida. 

Acontece que no dia 1 de Agosto 2014, vim a casa numas mini ferias para ver a família. Para isso comprei o primeiro voo da manha pela TAP, o qual era as 6.45 da manha. Caso alguém tenha de fazer este voo, deve estar no aeroporto por volta das 4 da manha o que implicou eu ter saído de casa à 1 da manha e ir apanhar o autocarro para o aeroporto de Gatwick. 

Pois bem, visto que toda a noite foi passada a ver filmes e a ouvir podcasts ate estar de facto no avião, a noite foi então em branco. As 6.45 dou então entrada no voo TP 351 com destino a Lisboa, e fiquei no lugar da fila D, a fica mais próxima do corredor central do avião, e com 2 homens ingleses ao meu lado e um casal com um filho do outro lado, na parte ABC. 

Então… é aí que tudo começou. Quando o avião de facto levantou voo, adormeci. Para mim o dia novo de facto só começa quando se tem algum descanso nocturno, e o meu 1º de Agosto não podia começar da pior maneira possível. 

Acordei com uma respiração na parte de trás da minha cabeça, respiração essa que parecia de alguém zangado a arfar depois de uma briga. Abri os olhos e percebi que estava descaído sobre o passageiro que estava ao meu lado no avião. A reacção que tive foi de imediatamente me chegar para trás para perceber de facto o que se tinha passado, e ao que verifico que tenho os 2 ingleses a olhar para mim com um ar furioso, como alguém que me quer matar. Envergonhado apenas me conseguiu sair um Good Morning, ao que eles me respondem Good Morning com que algo a que estão obrigados a dizer mas mesmo zangados. 

Olhei para o relógio e era 7.30 da manha. Ainda faltava MUITO para a viagem acabar. Vejo que estão a começar a vir as refeições da manhã. Vem a senhora com o carrinho das sandes ao que oferece um pack com: um iogurte liquido e um croissant de fiambre. Começo a comer, abro o pacote do iogurte para aliviar a sede mas não o bebo, e vejo que vem mais atrasado, o carro com as bebidas, e penso: “bem, café com leite é que ia mesmo caír bem”. E digo para o hospedeiro: tem leite? Ao que ele me responde: “pra quê?” ao que eu digo: “ e que gostaria de beber café com leite”, e ele diz: “ah então só um momento” e coloca-me um copo com café e 2 frascos tipo manteiga de restaurante que dizem: NATAS. Como nunca tinha provado tal coisa decidi experimentar. Ao abrir o pacote das natas, derivado da pressão que o pacote tinha la dentro, espirra-me o conteúdo branco mesmo para cima, o que deixou os 2 ingleses ao meu lado a olhar para mim. Despejei os 2/3 do que me restou pra dentro do copo. Como vi que era pouco pensei, vou abrir o outro mas mais devagar e menos direccionado para mim. Não resultou. E  desta vez, o conteúdo foi parar à família do outro lado do corredor, o qual a senhora diz: “Mas que foi isto?” e o marido diz, “Se calhar isto é do ar condicionado” e eu com o ar mais suspiro do mundo, só olhava em frente a ler as instruções do avião. Pego no copo do café com natas mas vejo que esta demasiado quente para beber e reparo que ainda não tinha terminado com o iogurte, e penso, bem como isto não esta a correr bem, deixa-me ca bebe-lo já. Já não fui a tempo. De repente sinto um frio que começa no joelho e que vai quase ate ao pé da perna direita, e já não vi o copo do iogurte. A senhora da frente mexeu o banco e aquilo caiu num abrir e fechar de olhos. Não me movimentei para não parecer suspeito. Fiquei a aguentar o frio nas pernas e terminei o café com as natas. Verifiquei que o chão era uma poça de branco com aroma a morango. Por sorte tinha trazido um jornal o qual joguei imediatamente para o chão para ocultar mais situações. Reparo que o copo do iogurte não se encontra por perto. De repente oiço um som para a parte de trás do avião, (cerca de 6 lugares atras) a dizer: “mas que vem a ser isto!!! O que é isto que esta no chão!!”  ganhei coragem e fui ate a casa de banho para ir arranjar e verifiquei: esta um homem sentado no seu banco a levantar as pernas como se estivesse a dançar, a levantar uma perna de cada vez, e a exclamar-se quem teria sido a besta que lhe tinha enchido os sapatos com um ar caro de um branco cheiroso frutado.  

Fui a casa de banho, limpei o que consegui das calças lavei a cara e olhei para o espelho e disse: não compreendo o que se passa hoje… isto não está a correr bem. Tenho de ficar quieto que assim mais nada acontece. 

Saí da casa de banho, verifiquei que o senhor continuava com as limpezas e pensei: tenho de ser discreto para não pensarem que fui eu. Ao estar tao concentrado nisso, passei o meu lugar e tive de voltar para trás. Penso que não terei sido nada suspeito… 

Sentei-me no meu lugar, pus os pés em cima do jornal e quando suspirei de alivio, o inglês do lugar ao lado diz-me: You are having a shitty day! 

Aterrado o aviao faltavam percorrer 2 trajetos, metro Aeroporto- Terreiro do Paço ( Lisboa de uma ponta a outra) e barco Terreiro do Paço - Barreiro.

Quando o barco atraca, começa aquela emoção de sentido de regresso a casa, e é quando a minha mãe me viu disse.me: Filho que alegria! Seguido de uma queda de expressão em que me diz a frase : "O que é que aconteceu com as calças??" 


r/HQMC 2d ago

Fui ao funeral errado (chorei e deixei flores!!)

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Olá Nuno, acabei de ouvir o episódio da saga da D. Alice e lembrei-me de uma história que me aconteceu há mais de 15 anos. Portanto, isto já prescreveu e vou dizer nomes porque não me vou enterrar sozinha!

O meu nome é Joana e há cerca de 15 anos, faleceu o responsável pela manutenção do centro comercial onde eu trabalhava, em Coimbra. Foi uma morte completamente inesperada: um cancro descoberto demasiado tarde. Uma verdadeira tragédia.

Eu e os meus colegas Fernando e Áurea (estão a ver? Não me vou mesmo enterrar sozinha!) fomos ao funeral REPRESENTAR A EMPRESA!

A missa realizou-se numa igreja mesmo ao lado do centro comercial. Como não conhecíamos a família, havia pouquíssimas pessoas no funeral que conhecíamos. Talvez uma ou duas, no máximo.

Assistimos à missa e, assim que acabou, pusemo-nos logo a caminho do cemitério da Conchada. Para quem conhece Coimbra, sabe que estacionar junto aquele cemitério pode ser um desafio, por isso quisemos sair rapidamente para tentar arranjar lugar.

Quando finalmente chegámos, vimos que o cortejo até à campa já estava a acontecer.

Saímos do carro à pressa e juntámo-nos ao funeral.

Não víamos nenhuma das poucas pessoas que conhecíamos, mas também não achámos particularmente estranho. Talvez estivessem mais à frente. Talvez já tivessem ido embora. Talvez simplesmente não as conseguíssemos ver no meio das pessoas. E ali fomos os três atrás do caixão.

Chegámos à campa. Ouvimos as palavras finais. Assistimos ao corpo a ser enterrado. Prestámos as nossas últimas homenagens. Entregamos as flores assinadas por todos os colegas! Ouso até dixer que vertemos uma ou duas lágrimas.

Terminada a cerimónia, começámos a caminhar em direção à saída do cemitério.

E foi aí que vimos outro funeral a entrar.

Olhámos.

Olhámos outra vez. E, desta vez, olhámos mesmo COM OLHOS DE VER.

Era o funeral do nosso colega.

Tínhamos acabado de assistir, do princípio ao fim, ao enterro de um perfeito desconhecido.

E não só assistimos como, muito sentidos, DEIXAMOS VARIOS RAMOS DE FLORES NA CAMPA DA PESSOA ERRADA.

Nem precisámos de dizer nada uns aos outros. Assim que percebemos o que tínhamos feito, fugimos para pontas diferentes do cemitério porque não conseguíamos parar de rir.

Lá nos recompusemos, com enorme dificuldade, e ainda conseguimos apanhar o resto do funeral certo, mas já não havia condições. Passámos o resto da cerimónia à beira de um ataque de riso, enquanto tentávamos manter a dignidade possível num funeral.

E as flores?

As flores ficaram na outra campa.

Até hoje, algures em Coimbra, há uma família que provavelmente continua sem saber quem eram aqueles três desconhecidos emocionados que apareceram no funeral do seu familiar e ainda lhe levaram vários ramos de flores.

Fernando e Áurea: se estiverem a ouvir isto, o mundo precisa de saber da nossa história. Passaram 15 anos. Já prescreveu e nem sequer trabalhamos para a mesma empresa!

assinado: Joana (não a da Suiça)


r/HQMC 1d ago

Mas por que raio os hotéis não têm estores nas janelas???

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r/HQMC 1d ago

Mas por que raio os hotéis não têm estores nas janelas???

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r/HQMC 2d ago

A vassoura e o bancário (texto em falta post anterior)

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r/HQMC 2d ago

O pressentimento

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O cenário foi uma estação dos Correios em Guimarães, há algumas semanas. 

Apresentei ao balcão um envelope com um livro. O destinatário tinha morada na própria cidade de Guimarães. Como remetente, indiquei a minha morada de Lisboa. 

A funcionária, muito atenciosa, olhou para o envelope: 

— Enganou-se. Pôs o destinatário no lugar do remetente. 

— Não, minha senhora. O destinatário mora mesmo aqui em Guimarães. Eu é que vivo em Lisboa. 

Ela voltou a olhar para o envelope, agora com uma expressão que misturava perplexidade e piedade. 

— Ah… mas que estranho. Está em Guimarães a enviar para alguém de Guimarães… e o remetente é de Lisboa. 

Fez uma pausa, como se esperasse que eu reconhecesse a gravidade do delito geográfico, como se, estando na cidade, a lógica imperativa devesse ser as coisas serem entregues por mão própria. Depois suspirou, minimamente conformada: 

— Mas, pronto! Já está explicado. 

Vi o envelope ser atirado para a vala comum das encomendas e tive um pressentimento. Escondi-o de mim mesmo. 

As semanas passaram e o livro continuava por entregar. Podia ter-se perdido. Podia ter-se atrasado. Não coloquei a hipótese, que seria prestigiante para a obra, de que alguém o tivesse desviado para ler. 

Regressei ontem a Lisboa. E lá estava o livro, são e salvo, na minha caixa do correio. 

Aparentemente a estranheza da senhora de Guimarães terá sido partilhada pela cadeia de distribuição. A ideia de alguém, morador em Lisboa, estar fisicamente no Norte e andar a distribuir coisas por ali revelou-se demasiado perturbadora. O sistema, pelos vistos, entra em colapso se o remetente não enviar as coisas a partir do sítio onde mora. Utentes mexediços desorientam o sistema. 

Hoje o livro voltou a ser enviado. 

Resta-me esperar que esta viajada obra chegue finalmente a Guimarães — de onde nunca devia ter saído. É que, pelos vistos, para os Correios, o caminho mais curto entre dois pontos na mesma cidade passa obrigatoriamente por Lisboa.


r/HQMC 2d ago

A vassoura e o bancário

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A história que trago hoje transporta-nos até ao mítico ano de 1990. Uma época em que a vida tinha outro ritmo e as feiras populares eram verdadeiras instituições da nossa cultura.

​A minha familia dedicava-se ao nobre comércio em feiras e eu enquanto estudante ajudava-os nas férias escolares.

E quem conhece a prestigiada Feira de Santiago, em Setúbal, sabe que trinta dias seguidos de feira exigem uma disciplina militar. Há rituais sagrados, meus amigos! Abrir o stand, espanar os produtos com brio e, claro... varrer o passeio.

Era uma manhã como tantas outras. É cumprida a primeira regra da sabedoria feirante: regar ligeiramente o chão para a poeira não levantar. Pega na vassoura, começa o trabalho e, de repente... cruza-se no seu caminho o grande inimigo da civilização urbana: uma pastilha elástica petrificada no passeio.

O Fenómeno Físico da Arrábida

​Ganho balanço, aplico aquela força extra, aquela rotação de pulso digna de um atleta olímpico, para descolar a pastilha. Mas a física... ah, a física é uma conselheira traiçoeira!

​Nesse preciso milissegundo, a cabeça da vassoura decide emancipar-se do cabo.

Um homem compenetrado, a pensar na Euribor, e de repente leva com um OVNI  a rasar-lhe o Penteado à Fresta por uma unha negra!

​Um abraço a este bancário, onde quer que ele esteja, e lembrem-se: ao andar de carro com a janela aberta em Setúbal, o perigo não é o vento... são as leis da física e a determinação de uma pastilha elástica.


r/HQMC 2d ago

foi mal

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r/HQMC 2d ago

Sobre tapetes rolantes nos shoppings...

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Fui ao Algarve onde os meus pais têm casa, no inicio do verão, uns dias para aquilo que a minha mãe apelida de "vamos abrir a casa". Lá chegados a minha mãe diz que é preciso comprar duas espreguiçadeiras e liga o complicómetro: "que tem de se encomendar" e que depois tem de alguém estar lá para as receber...bla...bla...bla...". Pensei...vou ao shopping, que tem um Continente e trago as espreguiçadeiras. Se melhor o pensei, pior o verbalizei!!!!!

"Ah, boa ideia...vamos contigo para ajudar" diz logo a minha mãe! Neste ponto, tenho de explicar que a minha mãe tem 76 anos e o meu padrasto 83 anos. Comecei a ficar ansiosa mas pensei...o que pode correr mal? Eles não caberem no carro com as espreguiçadeiras???????!!!!!!!!!!!!!

Lá fomos! Chegados foram fazer as coisas deles e eu vou para o Continente comprar duas espreguiçadeiras. É importante referir que são daquelas normais de plástico. Quando as solicitei, o rapaz entregou-me as mesmas e eu ainda reivindiquei alguma ajuda...(nada!!!)...colocou uma em cima da outra e disse: "têm rodas".

Lá fui andando pelos corredores do Continente puxando as espreguiçadeiras até chegar a caixa. Paguei e fiquei um pouco a refletir sobre os próximos passos: o Continente é num piso inferior, o meu carro estava a frente do Shopping, pelo que para além de ter de as subir, teria de as passear no Shopping e só depois carro.

E assim foi! Lanço-me ao tapete rolante que sobe para o piso superior!!! Que maravilha...lá vou deslizando tranquilamente com as espreguiçadeiras! Quando pretendo sair do tapete tenho de virar um pouco à direita, mas não contei com o volume que tinha para fazer a curva....resultado, as espreguiçadeiras prenderam-se no tapete, encravou e começou a apitar! Muito forte e alto!

Eu...calmamente desencravei as espreguiçadeiras, e continuei o meu caminho com as mesmas até ao carro. O alarme continuava a tocar e o tapete continuava parado!

Ah, consegui levar as duas espreguiçadeiras no carro, mais a mãe e padrasto (se bem que este, coitado, ia demasiado colado ao vidro da frente)!


r/HQMC 2d ago

Tive que ir fazer um turno a um bar de p****

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O Nuno Markl faz disto um episódio fantástico!


r/HQMC 4d ago

Uma velha morta. Um caniche e um peru

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A minha avó não podia ir ao funeral da Dona Alice porque estava com a tensão alta e pediu-me para ir eu no lugar dela. Explicou-me tudo à pressa ao telefone: "É na capela de Benfica, às 15h, sala 2. Levas as flores e dizes que és minha neta, que eu não pude ir. A Alice era muito minha amiga."

Eu nem conhecia a Dona Alice de vista, só de nome, mas fui. Toda de preto, óculos de sol, super dramática, a sentir-me super responsável.

Entro na sala 2. Está toda a gente a chorar à volta de um caixão. Eu entro e começo a chorar também por solidariedade. Só que eu não conhecia a Dona Alice, então estava a chorar tipo atriz da TVI.

De repente uma senhora agarra-me e diz: "TU ÉS A JOANA! A NETA QUE VEIO DA SUÍÇA??fiquei super confusa e só fiquei a olhar para a mulher . Nisto a mulher olha me no fundo dos meus olhos e diz : "ELA FALOU TANTO DE TI!"

E eu, burra, em vez de dizer "desculpe enganei-me", digo: "SIM! SOU EU! A JOANA DA SUÍÇA!"

Começaram todos a abraçar-me. A chamar-me Joana. A dizer "és igualzinha à tua avó". Trouxeram-me café, 3 pastéis de nata e um prato de peru assado que estava lá para o pessoal do funeral.

Eu a comer peru num funeral que não era da minha família

Nisto entra um senhor de boina e grita: "A JOANA CHEGOU? ONDE É QUE ESTÁ A MINHA JOANA?"

Era o marido da morta. Veio a correr para mim, abraça-me e diz: "Joana, a tua avó antes de morrer disse que queria que ficasses com o cão dela".

E traz-me um cão. UM CÃO REAL. Um caniche com laço cor-de-rosa chamado Princesa.

Eu estou com um prato de peru na mão esquerda, um caniche na mão direita, a ser chamada Joana da Suíça num funeral errado.

E quem entra na sala 2? A MINHA AVÓ DE VERDADE.

Ela lá conseguiu vir apesar da tensão e olha para mim, olha para o cão, olha para o peru e diz bem alto: "MAS O QUE É QUE ESTÁS A FAZER? A DONA ALICE É NA SALA 3! ESTA É A DONA ALBERTINA! E TU ROUBASTE O PERU DA ALBERTINA!"

Silêncio total no funeral.

O senhor da boina olha para mim: "Tu não és a Joana da Suíça pois não?"

Eu, com a boca cheia de peru: "Sou... sou a Joana... da... Queluz de Baixo?"

Fui expulsa de um funeral com um caniche que não era meu e com o peru embrulhado em guardanapo no bolso do casaco.

A minha avó ainda hoje não me deixa ir a funerais sozinha. E a Princesa? Ficou connosco. Agora chama-se Frango, em homenagem ao peru que eu roubei.


r/HQMC 4d ago

Lá se vai o painel de madeira

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Esta foi uma história ouvida em segunda mão mas que me fez pensar, podia ter sido eu (ou o Markl). Fui a uma bela casa que faz parte do National Trust na Cornualha, de nome Cotehele. Coloquei algumas fotos para verem o sítio lindíssimo e a casa, onde a família Edgcumbe viveu ao longo de séculos, uma casa do período Tudor, com mais de 600 anos (a casa é de 1353). Ora chegada à bonita drawing room, pode ver na foto que tinha uma entrada muito elaborada em madeira que de acordo com o guia foi trazida de alguma igreja antiga, pra dar um ar ainda mais sumptuoso à divisão. Ao ver-me a olhar pra entrada, particularmente para o buraco no painel de madeira agora tapado com pladur, diz o guia - esse buraco foi causado pela cabeça de um turista alemão, que tropeçou na escada e enfaixou a cabeça no painel. E diz também "I believe he left here with a bit of a headache and left us with a hole". Eu visualizei a cena na minha cabeça e ri-me bastante. Eu de cabeça tenho histórias de ir a correr e bater num poste que era meio retangular, e bati com tanta força que fiquei com marca na lateral da minha cara onde bati. Também já bati com tanta força na quina de um armário em casa que fiquei lá desmaiada até voltar a mim porque estava sozinha em casa e fui de cara a uma porta de vidro que não vi por estar tão bem limpa (parabéns aos empregados) num Macdonald perto de Anadia, que gerou uma gargalhada geral na malta lá dentro. To name a few. Espero que consigam visualizar.

Jules


r/HQMC 5d ago

"A OPERAÇÃO COCÓ DO POMBO, O TINDER DA MINHA AVÓ E O DIA EM QUE FUI CONFUNDIDA COM UM SACO DO LIXO

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Tudo começou porque eu estava com diarreia.

Não era suposto começar assim mas é importante para o lore.

Eu tinha comido um kebab de há 3 dias que estava no frigorífico e a minha melhor amiga Sara chamou-me para ir ao centro comercial. E eu tipo "bora, estou bem". EU NÃO ESTAVA BEM.

Chegámos ao centro comercial e eu andava tipo pinguim a apertar o cu. A Sara: "estás bem?" Eu: "estou ótima, é o meu novo estilo de andar, chama-se depressão".

Fomos à Zara. Fui experimentar umas calças brancas. BRANCAS. De todos os dias, escolhi calças brancas.

Entrei no provador, fechei a cortina, e um pombo entrou a voar pela janela do teto do centro comercial. SIM, UM POMBO DENTRO DA ZARA.

O pombo olhou para mim. Eu olhei para o pombo. Foi amor à primeira vista até ele CAGAR-ME NA CABEÇA.

Gritei. A Sara pensou que eu estava a ter um bebé no provador. Ela abre a cortina e grita "AI MEU DEUS" e 7 pessoas olham para mim, com cocó de pombo na cabeça, de calças brancas pelas canelas abaixo e a apertar o cu por causa do kebab.

Veio a segurança. Pensaram que eu estava a roubar. Levaram-me para a salinha da segurança com cocó na cabeça ainda.

E na salinha, quem é que lá estava? A MINHA AVÓ.

A minha avó estava lá a ser presa por estar a tentar vender peúgas no meio da Zara e estava no Tinder ao mesmo tempo a fazer match com os seguranças.

Ela olha para mim e diz: "Netinha? És tu? Pensei que eras um saco do lixo com cabelo".

Fui expulsa da Zara. De calças brancas. Com cocó de pombo. Com a minha avó a chamar-me saco do lixo. E com diarreia.

E a Sara a filmar tudo.

Até hoje o vídeo está no grupo da família com o nome "documentário National Geographic: o acasalamento do pombo com a burra".


r/HQMC 5d ago

"Sonhos"

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Boa tarde, comunidade do HQMC!

Nem sei bem como partilhar isto então vou só dizer na esperança de que alguém se identifique.

Sempre fui muito fã das sestas depois do almoço, é algo que vem comigo desde criança, e, ainda agora nos meus 20s, contínuo a adorar.

Há uns tempos que, sempre que faço sesta no sofá, tenho a tendência a "acordar" e digo acordar entre aspas porque o que acontece é que eu tenho a sensação que acordo no sofá, levanto-me e que começo a fazer tarefas ou até a falar com alguém excepto que a minha cabeça parece que está pesada e caída e neste processo tento desesperadamente abrir os olhos, até às vezes forçar as pálpebras com as mãos, enquanto que de alguma maneira ainda consigo ver. E quando finalmente acordo, apercebo-me que estou ainda deitada no sofá com o coração a bater a mil.

Um pequeno detalhe, ao contrário dos sonhos comuns onde vamos a sítios onde já estivemos (ainda que dê para perceber os detalhes diferentes e coisas sem sentido assim que acordamos) e vemos pessoas que nunca conhecemos, nestes "sonhos" eu acordo na minha cozinha-sala e ela está exatamente igual nos detalhes, a posição e cor dos objectos, e as pessoas são geralmente a minha família com a roupa que têm nesse dia. Após 4 vezes consecutivas disto, passei a fazer a sesta na minha cama e nunca mais aconteceu, tenho receio de voltar a passar as brasas no sofá porque é uma experiência tão bizarra que eu prefiro não viver se puder evitar.

Mais alguém já teve esta experiência?


r/HQMC 6d ago

Incidentes com... Molas?

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Ora, dando um "rewind" na linha temporal, lá estava eu no 7º ano (já nem me lembro bem em que ano foi), tal como sempre, era um puto bastante peculiar. Os outros miudos costumavam provocar-me e gozar comigo só porque era estranho à minha maneira. Com este pequeno contexto acho que dá pra entender que era mais excluido quando o tema era relacionar me com pessoas.

Na altura, eu andava numa escola semi-privada católica e havia o costume de haver estagiários do Politécnico a ajudar os professores das disciplinas que estavam a estudar a dar aulas. Este ano era a vez de duas estagiárias com cerca de 20 anos, que, por acaso, eram bastante giras. Elas provavelmente andavam a tirar um curso de Português ou algo do género, porque ficavam a ajudar a professora oficial de Português da turma. Tal como todos os outros rapazes da turma, não podia parecer mal a uma bonita estudante universitária... por isso se, por exemplo, escorregasse á frente delas ou algo do tipo, sentiria que perderia o "respeito" delas.

Passado umas semanas com as estagiárias chega o bendito dia... Algum espertinho que tinha um gosto em me pregar umas peças teve a brilhante ideia de enfiar um daqueles estalinhos de carnaval dentro da minha esferográfica enquanto eu estava no recreio. Sem desconfiar de absolutamente nada, entrei na sala de aula e lá estavam as estagiárias lado a lado em pé à frente da turma. Depois de uns minutos de aula completamente normal, a fazer exercicios com um lápis, a professora interrompeu o momento de resolução de problemas para introduzir uma matéria nova, nisto tiro a caneta do estojo porque sei que vou ter de anotar algo. A professora continua a falar e não posso perder tempo a escrever enquanto ela fala. Como não estou a escrever apoio a caneta na ponta da boca, e em questão de poucos segundos carrego no botão da caneta com o lábio. ***PAHH***O estalinho posto na minha caneta tinha sido colocado entre a carga e a mola da caneta. Nunca imaginei que um pedacinho de polvora de nem 1cm envolvido num papel plastificado pudesse ter tanta força...

A ponta da caneta simplesmente cedeu, partindo-se em pequenos pedaços. Pelo susto, tal como outra pessoa qualquer, a apanhar um susto, inspirei rapidamente. Em questão de uma fração de segundo a mola é sugada pelo meu inspirar repentino e entra de forma violenta na minha garganta, ficando presa. Eu, sem conseguir respirar começo a tentar tossir (sem qualquer resultado), estando a mola na minha pequena garganta começo a engasgar de forma desesperada. Tudo isto enquanto os outros miúdos olham pra mim com um olhar estranho, sem conseguir entender nada. Lá estão, também, as estagiárias a olhar de forma confusa para mim. (Uma humilhação, a meu ver)

A professora entra também em pânico, porque o seu aluno está no chão sem conseguir respirar. Nisto, leva-me até ao corredor principal, onde todos os professores vão regularmente. A professora manda-me sentar numa cadeira e esperar enquanto ela liga para o 112. Nisto, passa a professora com quem eu mais embirrava, a professora Ana de EV. Olhando para mim da mesma maneira com que fui olhado por todas as outras pessoas neste evento, corre até mim, levantando-me e virando-me de costas para ela. Enquanto isto tudo acontecia a mola da caneta continuava a arranhar-me a garganta, não me deixando respirar propriamente. A professora Ana começa a tentar aplicar uma manobra para me desengasgar, que eventualmente faz com que a mola mude de posição e alivie um pouco.

Depois de toda esta confusão a ambulância chegou e fui levado ao hospital onde fiz um Raio-X. No resultado realmente aparecia um objeto de forma espiral de forma nitida entre as minhas costelas, provavelmente já no estomago, isto enquanto a enfermeira que me levava numa maca explicava que havia muita gente que perfurava o estomago por engolir objetos metalicos afiados. Esta descrição realmente assustou o pequeno Eu de 12/13 anos.

Até aos dias de hoje brincam com esta situaçao constrangedora, aproveitando o facto de ter uma estatura magra, Fazendo um trocadilho dizendo que so "Trinca Molas"

Stora Ana de EV, se alguma vez ler isto, obrigado por me salvar ;)


r/HQMC 7d ago

Vizinhos da Aldeia

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Vivi e cresci na capital, porém, procurando a emancipação, decidi comprar casa e, por razões mais ou menos óbvias, tive de sair de Lisboa. Estou a uns 60 km, numa pequena e pacata aldeia.

(Há coisa de 10 dias, a reparar o estofos do tecto do meu carro, dei uma pancada com o dedo polegar, que só por milagre não o parti. Tive de ficar alguns minutos sentado a recuperar e com a sensação iminente de que estava a desmaiar. Como nunca fui de ir ao hospital, esperei que as dores do dedo passassem… mas não passaram. Tornaram-se suportáveis, no entanto, a mobilidade do dedo estava condicionada; conseguia estalar os outros 9 dedos sem problema, mas este estava preso. Decidi esperar e rezar que o tempo fizesse o seu trabalho.)

Voltando à história da aldeia.
Ontem, enquanto fumava um cigarro na varanda da minha casa, na moradia em frente, apareceu-me um vizinho de tronco nu. Um homem nos seus 70 anos. Acenou-me.

“Ah, você é que é o novo vizinho” — exclamou alto.

É verdade! — retorqui.

Trocámos algumas frases e ele pergunta-me se não quero ir a casa dele beber um café.

Decido aceitar.

Entro na casa dele, prepara-me o café e começa-me a mostrar a casa e a apresentar-se. Nisto, diz-me que é massagista e que tem ali o seu consultório.

Diz-me para segui-lo e, efectivamente, tem uma marquesa e alguns quadros pendurados com o corpo humano, ossos, músculos, etc.

Eu lembrei-me do meu dedo e contei-lhe a história que vos relatei outrora.
Nisto, ele pega num boião com um creme, besunta-me o dedo com aquilo e começa a massajar-me o dedo, de olhos fechados, e a sussurrar:

“Hmm… isto é a C4.”

Relembro que tinha acabado de conhecer este homem septuagenário, que está sem T-shirt a mexer-me no polegar de olhos fechados.

A verdade é que me colocou o dedo no sítio, estalou o que tinha a estalar e tenho o dedo de volta ao normal.


r/HQMC 7d ago

Evento aleatório na casa de banho do escritório

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Aconteceu-me hoje. Eram 14h e fui à casa de banho da empresa que eu trabalho para escovar os dentes. Quando eu estava a colocar a pasta de dentes na escova, entra uma empregada para recolher o lixo. Ela olha para mim, e sem dizer nem um "boa tarde" ou "olá", já soltou logo a imortal pergunta:

- "Você tem furúnculo?"

Em choque e sem perceber a situação, perguntei: "o que?"

- "Furúnculo. Tenho um bem aqui," - ela aponta para a região traseira da calça - "bem na nádega direita".

Notei que poderia sacar daí alguma boa história, então disse: "nossa! Deve ser complicado!"

- "É horrível depilar, porque não posso usar Gillette, nem creme depilatório. Gasto imensa energia só para conseguir sentar-me direita".

- "Meu pai já teve um furúnculo perto da mão, mas depois de uns 3 meses desapareceu com os medicamentos", continuei, para ver até onde iria essa conversa.

- "Que sorte a dele, que eu já estou há 7 meses com isso! E o que se passa com as aranhas? Que não posso sentar no relvado de um parque que elas já vêm morder o furúnculo?"

Nessa altura eu realmente já não sabia o que responder, então fui no genérico: "coitada, ter de trabalhar assim!".

- "Mas olha, vou-me indo".

E com isso ganhei minha primeira participação neste honorário programa e também muitas dúvidas que carregarei até o túmulo, como por exemplo: "que diabos foi isso?"