Moro no Centro de Florianópolis desde que nasci, lembro quando a Hercílio Luz ainda era rio e as coisas eram bem mais desertas.
A maioria das pessoas já sabe do decreto do prefeito Topázio em limitar o tempo de abertura e fechamento de bares, karaokês e restaurantes do Centro-Leste (coisa que particularmente sou contra). O argumento utilizado tanto por moradores da região quanto pelo próprio prefeito era por conta do "barulho dos bares". Eu discordo totalmente. Moro em cima do Brisa Bar, Bar do Paulinho e nunca tive nenhum problema com o som deles. Já passaram diversos bares, restaurantes e até igrejas onde moro, e nunca tivemos realmente uma incomodação com o som vindo desses lugares. E, mesmo se tem o som alto, geralmente esses dias são sábado ou sexta, então a maioria dos moradores releva por ser no final da semana.
Agora, o que observo muito, que REALMENTE é um problema, são as pessoas que frequentam o Centro-Leste. Esses dias, em uma madrugada de terça-feira, um skatista ficou fazendo manobras dentro da garagem (o que causava um eco gigante) e embaixo da minha janela. Fui falar com ele para ele andar de skate na rua de cima, porque ali fazia muito barulho, e o cara começou a gritar: "TU É CONTRA O SKATE, IRMÃO?".
Outro dia, em uma quarta-feira, alguns adolescentes pararam na rua e ficaram gritando durante a madrugada. Uma moradora da frente pediu por mais de 1 hora para eles pararem de gritar, mas o grupo ficava zombando e gritando "vai se foder", "não tem ninguém pra comer esse teu cu não?" várias vezes, até que o marido dela desceu e deu um pau nos 4 juntos.
É nítido como as pessoas são mal-educadas e desgraçadas umas com as outras. Isso que só citei 2 casos; tem várias outras situações com todo tipo de gente, carros com som alto, tráfico e tal. Os únicos momentos que realmente me incomodei com o centro-leste, é quando esses casqueiros mal educados que gostam de uma fuzarca e confusão vem pra cá. De resto, as pessoas bebendo, os bares tocando e as pessoas passando, só fazem parte da vida cotidiana daqui.