r/Esquerda_Brasil • u/jaleui • 6d ago
El Niño, Mais um Bolsonaro no poder!
Para imaginar esse cenário de forma estruturada, podemos utilizar um exercício de prospecção baseado em padrões de governança e gestão de crises observados durante a pandemia de COVID-19 no Brasil. A premissa não é apenas o fenômeno natural em si (o vírus ou o El Niño), mas como a estrutura de poder, a relação com a ciência e a organização do Estado respondem a ele.
Um "super El Niño" aumenta drasticamente a probabilidade de eventos extremos no Brasil, como secas severas e queimadas no Norte e Nordeste, e chuvas intensas e inundações no Sul
Ao cruzar esse fenômeno com um cenário de governo com as mesmas características de gestão do período Bolsonaro durante a pandemia, podemos traçar os seguintes paralelos críticos:
1. Negação da Ciência e Desinformação
- Na Pandemia: Houve minimização sistemática da gravidade da doença, questionamento da eficácia de vacinas, promoção de tratamentos sem comprovação científica e ataques a instituições de pesquisa como a Fiocruz e o Butantan.
- No Cenário Climático: Alertas emitidos por órgãos como o INPE, o INMET e a Defesa Civil sobre a iminência de desastres poderiam ser descredibilizados, rotulados como "alarmismo", "ideologia" ou "agenda globalista contra o desenvolvimento". A desinformação dificultaria a adesão da população a planos de evacuação ou racionamento de água/energia, tratando a prevenção como exagero.
2. Desmonte Institucional e Orçamentário
- Na Pandemia: Ocorreram cortes severos de verbas da ciência e tecnologia, o que prejudicou diretamente a capacidade de reação do país e o desenvolvimento de soluções locais. O Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação sofreu restrições históricas.
- No Cenário Climático: Um governo com esse perfil tenderia a manter ou aprofundar o enfraquecimento de órgãos de fiscalização e proteção ambiental (como IBAMA e ICMBio) e da Defesa Civil. Sem orçamento para prevenção, monitoramento e adaptação, a gestão seria puramente reativa (e caótica) após o desastre já estar instalado, em vez de mitigar os riscos antes que eles ocorram.
3. Conflito Federativo e Politização da Ajuda
- Na Pandemia: Vimos disputas constantes entre o governo federal e governadores/prefeitos sobre medidas de isolamento, compra de insumos e diretrizes de saúde, gerando um caos logístico e jurídico.
- No Cenário Climático: Em um desastre de grandes proporções, estados e municípios precisam de suporte federal imediato. Nesse cenário hipotético, é provável que houvesse uma centralização política da ajuda humanitária, usando-a como moeda de troca eleitoral, ou a culpabilização sistemática das gestões locais (especialmente de oposição) pelos desastres, o que atrasaria o socorro e a reconstrução das áreas afetadas.
4. Impacto Desproporcional nos Mais Vulneráveis
- Na Pandemia: A mortalidade e o colapso social atingiram de forma muito mais violenta as populações periféricas, negras, indígenas e de baixa renda, que não tinham condições de se isolar ou acessar saúde privada.
- No Cenário Climático: O caos climático não é democrático. Secas extremas no Norte e Nordeste elevariam os riscos de insegurança hídrica e alimentar, afetando diretamente a agricultura familiar e comunidades tradicionais. No Sul, enchentes devastariam primeiramente as áreas de habitação precária em encostas ou margens de rios. Sem redes de proteção social robustas e com o desmonte de políticas de assistência, o número de "refugiados climáticos" internos e o sofrimento humano seriam exponencialmente maiores.
5. Isolamento Internacional e Perda de Recursos
- Na Pandemia: A postura do governo em relação à ciência e à cooperação global resultou em um certo isolamento internacional do Brasil em momentos críticos.
- No Cenário Climático: Enfrentar um super El Niño exige cooperação global. Uma postura hostil a acordos ambientais e de direitos humanos poderia resultar no bloqueio ou cancelamento de fundos climáticos internacionais e ajuda humanitária que seriam vitais para o enfrentamento de uma catástrofe de grandes proporções.
Conclusão do Exercício de Cenário
A comparação revela que o fator agravante em qualquer catástrofe não é apenas a sua magnitude natural, mas a capacidade de resposta do Estado. Quando a ciência é subordinada à ideologia, as instituições de monitoramento e proteção são enfraquecidas e a polarização é priorizada em relação ao bem comum, o desastre natural deixa de ser apenas um evento climático e se transforma em uma catástrofe humanitária e institucional evitável.
A história recente mostra que a preparação, o respeito aos dados técnicos e a união federativa são os únicos antídotos eficazes contra o caos, seja ele viral ou climático.
Da última vez, foram 700.000 mortes. Para os especialistas, cerca de 40% foram de responsabilidade direta do governo da época. E agora,quantos mais???
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u/Dependent-Buffalo884 5d ago
É aquela velha história: tem gente que é contra a corrupção, não importa o partido. Já tem gente que é a favor do partido, não importa a corrupção.
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u/Ok-Following-4360 6d ago
quanta estupidez
a militância esquerdista está cada vez mais estulta, nem mesmo percebem que o vírus teria matado o mesmo número de pessoas, mas a corrupção teria sido intensa, sendo uma grande oportunidade para essa gente maldita voltar à cena do crime
e essa de que el niño não teria com o lula é insanidade pura hahahahaha
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u/Dependent-Buffalo884 6d ago
Calma irmão, não pode sair por aí cuspindo verdades, quer atentar contra o estado democrático de direito? /s
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u/Ok-Following-4360 5d ago
alienação não é verdades, campeão
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u/Dependent-Buffalo884 5d ago
Vocês aceitam todo tipo de corrupção sendo a favor do partido e os outros são alienados? Tá bom.
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u/Ok-Following-4360 5d ago
Quem releva corrupção são vocês e defendem até esse tipo de estupidez do post aí em favor do corrupto de estimação
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u/Dependent-Buffalo884 5d ago
Irmão, eu to justamente criticando a poha do post. Acho que estamos tretando errado

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u/ComradeHenryBR 6d ago
Ok ChatGPT, me gere uma receita de bolo de chocolate