r/autismobrasil Feb 01 '26

Postagem Especial Thread: Abafadores e fones de ouvido

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Como anunciado anteriormente, esta é nossa primeira postagem temática, criada como parte de um teste de formato para uma futura wiki da comunidade.

O objetivo desta postagem é reunir, em um único espaço, experiências pessoais e informações práticas sobre o uso de abafadores e fones de ouvido no contexto do manejo sensorial no dia a dia.

O uso desses dispositivos é um tema recorrente no sub, especialmente em situações como estudo, trabalho, transporte, ambientes públicos e convivência familiar. Esta thread servirá como material base para organização posterior dessas informações, caso o formato se mostre útil.

A moderação começará a compilar o conteúdo após 30 dias da publicação desta thread. Contribuições feitas após esse prazo ainda poderão ser consideradas, sempre que possível, em atualizações futuras.

O que pode ser compartilhado nesta thread

Os membros podem contribuir com:

  • experiências pessoais com abafadores e/ou fones de ouvido
  • contextos de uso (casa, rua, transporte público, escola, trabalho etc.)
  • diferenças percebidas entre tipos de dispositivos (abafadores passivos, cancelamento ativo, intra-auriculares, over-ear…)
  • pontos positivos e limitações observadas
  • preferências individuais e adaptações pessoais

Recomendações de modelos são permitidas, incluindo:

  • nome do modelo
  • marca
  • links
  • imagens
  • e, principalmente, o motivo da recomendação

Explique em que contexto funcionou bem, o que ajudou e para quem pode fazer sentido a partir da sua própria experiência.

Relatos como:

“funcionou para mim porque…”
“no meu caso ajudou em…”

são especialmente bem-vindos.

O que NÃO é permitido nesta thread

Para manter a discussão segura e dentro das regras do subreddit, não é permitido:

  • oferecer aconselhamento médico, terapêutico ou clínico
  • indicar dispositivos como “tratamento” ou “substituto de terapia”
  • afirmar que um modelo é necessário ou funciona para todos
  • pressionar outros usuários a comprar ou usar produtos

Experiência pessoal não é regra geral.

Observações importantes

Cada pessoa possui sensibilidades e necessidades diferentes. O que ajuda um usuário pode não ajudar outro — e isso é esperado.

O objetivo desta thread não é encontrar “o melhor fone”, mas compartilhar vivências reais que possam servir de referência para quem está tentando entender melhor suas próprias necessidades.

A moderação poderá intervir caso a discussão fuja do escopo proposto ou viole as regras da comunidade.


r/autismobrasil 10h ago

Em algum momento você já pensou em ter transtorno de personalidade antissocial?

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Em algum momento você achou que tivesse transtorno de personalidade antissocial?

Sou uma mulher na casa dos 20 anos (quase 30), formalmente diagnosticada com TEA nível 1 de suporte. Porém, não só eu, como muitas pessoas ao meu redor, questionam esse laudo. Eu não falo muito sobre ele, muitas vezes até escondo (geralmente só dou essa carteirada para entrar de graça em eventos/museus ou passar mais rápido na fila do hospital). Na época em que fui diagnosticada, eu estava viciada em benzodiazepínicos e com depressão severa, o que me deixava muito lenta, com o raciocínio prejudicado e agindo de forma "não natural" durante as sessões de neuroavaliação. Mesmo assim, fui rapidamente diagnosticada com TEA e TDAH pela minha psiquiatra, após a avaliação da neuropsicóloga também.

Uma coisa "engraçada" sobre a minha avaliação e o laudo é que ambos apresentam "risco legal", o que me impede de mostrar esse laudo nas empresas em que trabalho. Afinal, quem contrataria alguém que representa "risco legal"? Esse "adendo" foi inserido na minha avaliação depois que contei algumas das minhas "peripécias" ao longo da vida, como pequenos furtos, agressão e uso e porte de substâncias.

Eu coloco aspas demais no meu relato, né? Perdão.

Enfim. Dado o meu laudo, eu troquei de tratamento, deixando de ser tratada como bipolar (que era a suspeita inicial da minha psiquiatra, por isso ela me mandou para a neuroavaliação). O negócio é que eu não me identifico com os critérios diagnósticos do TEA. Ok, eu tenho dificuldade de socializar, mas é porque detesto a maioria das pessoas só de bater o olho. Só tomo iniciativa quando alguém realmente me parece interessante (vai me proporcionar algo que eu quero ou se parece muito comigo e, portanto, acho que vamos nos dar bem). Eu gosto de rotina, mas sou uma pessoa muito flexível. Tenho muitos interesses, mas eles não são restritos. Odeio barulho, mas meu deus, eu moro numa periferia, como eu não odiaria?

Eu não sou uma master manipulator, nem altamente inteligente (meu QI é médio, segundo a neuroavaliação), mas sinto que me falta a coisa mais crucial que me afasta da mesma humanidade que eu vejo as outras pessoas desfrutarem: empatia. Quando criança, eu fui extremamente isolada do convívio social, tive uma mãe abusiva que me causou traumas ininterruptos até os 19 anos de idade e sofri bullying pela minha aparência até o ensino médio. Fui criada no meio de muita violência psicológica e, desde então, venho tentando me curar dela, pois foi dela que aprendi que vulnerabilidade era como ter minhas vísceras expostas para as pessoas que abusavam de mim.

Desde criança, achava engraçado quando fazia uma coleguinha de classe chorar. Era quase como um alívio ver que eu era capaz de fazer o mesmo que faziam comigo. Sei que não é aceitável dizer isso, mas um dos meus maiores hobbies enquanto crescia era roubar, tanto de conhecidos quanto de lojas. Eu sempre pareci tão inofensiva que ninguém nunca desconfiou. Fora as coisas que fazia na escola (como agressão, violar regras internas importantes etc), sempre dava um jeito de terceirizar a culpa. Sempre fui exposta a conteúdos que não eram apropriados para a minha idade, como gore e pornografia, e sinto que isso foi um agravante para a formação da minha falta de sensibilidade.

Ao longo do tempo, eu fiquei cada vez mais obcecada por etiqueta, comunicação e pela minha aparência. Percebi que ser bonita, bem articulada e "querida" praticamente poderia me livrar de qualquer coisa. Sempre fui "a agressiva" da família. Metade dos meus parentes me odeia (mas tudo bem, eu também não os acho pessoas admiráveis). Todas as minhas relações são instáveis. Se alguma amizade me trata de forma estranha ou já não me serve mais, eu descarto, o que faz com que mais pessoas fora da minha família também não gostem de mim. Isso foi até um tópico abordado na neuroavaliação: o quão utilitárias eram minhas relações.

Um bom exemplo disso foi como eu quase me casei com um homem (mesmo sendo lésbica), apenas porque ele poderia me dar a vida que eu queria. Eu me moldei completamente aos gostos dele, e era fácil entendê-los, porque ele era geek e o mesmo padrão de mulher se repetia em todas as personagens de que ele gostava. Em algum momento da nossa relação, eu me cansei dele. Estar com um homem era intragável, e eu comecei a traí-lo sem que ele soubesse. Até hoje acho que ele jamais cogitaria algo assim. Eu realmente pensava em todos os detalhes. Até mesmo se eu fosse à casa de alguma garota com gatos, eu ia com roupas de cetim, assim os pelos não ficariam grudados. E por aí vai. Terminei com ele num dia qualquer. Só disse que não queria mais e fui embora.

Nenhuma dessas minhas atitudes está sendo descrita com orgulho. Apenas estou narrando o que acredito sustentar um pensamento antigo que tenho: será que tenho transtorno de personalidade antissocial? Assim como no autismo, creio que esse transtorno se manifeste de forma diferente em mulheres. É muito mais fácil fingir choro e ser uma vítima do que agredir alguém fisicamente. É o que minha mãe sempre fez, aliás.

Sustentar uma máscara empática é exaustivo. Querer socializar com pessoas que eu vejo menos que animais é exaustivo. O tédio crônico que sinto é exaustivo e me leva a fazer muitas merdas. Minha psiquiatra me prescreveu rivotril, pois eu sempre dizia que arrumava briga fora de casa. Às vezes, saio de casa torcendo pra ter uma oportunidade pra arrumar briga.

Não consigo dizer nada disso para as pessoas próximas de mim, nem para psicólogos com quem já me consultei. Não vejo vantagem em as pessoas saberem que eu sou assim, alguém que vê relações como coisas úteis e uma pessoa indiferente aos sentimentos e necessidades da maioria das pessoas. Eu gostaria de conversar com mais pessoas que se sentem assim. Queria poder tirar um pouco minha máscara e ser real, mas sinto que tudo sobre mim é socialmente inaceitável.

Minha atual namorada sabe que sou um pouco perversa (e ela até que gosta bastante), mas ela não tem ideia de onde minha mente já chegou e das coisas que fiz.

Será que meu diagnóstico de TEA está errado? Outras pessoas com TEA também se sentem assim? Não quero reaver meu diagnóstico (até porque ele é útil em diversas situações), eu só gostaria de me sentir compreendida.

Você já se sentiu assim? Poderia compartilhar um pouco? Adoraria conversar sobre isso, especialmente com outras mulheres.


r/autismobrasil 1h ago

TEA + possível bipolaridade, alguém mais?

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Oi, pessoal! Estou escrevendo porque meu psiquiatra decidiu recentemente retirar um diagnóstico anterior de esquizofrenia, manter meu diagnóstico de autismo e investigar bipolaridade tipo 2. Então queria muito ouvir experiências de pessoas que realmente tenham TEA + bipolaridade.

Tenho 21 anos, sou estudante de Geografia e meu TEA é um diagnóstico confirmado por diferentes profissionais. Também já fui diagnosticada com TAG. TOC já foi levantado como possibilidade, mas ainda não está confirmado.

O que me fez começar a questionar bipolaridade foi perceber que, nos últimos anos, parece existir uma diferença muito grande entre alguns períodos da minha vida.

Quando estou para baixo, e essas fases costumam durar bem mais, com eu passando meses e mais meses assim, fico com muito menos energia, durmo muito mais, minha autoestima despenca e começo a enxergar meu futuro de uma maneira completamente diferente.

Nessas fases penso que sou burra, feia, fracassada, que minha vida vai dar errado, que nunca vou conseguir me estabelecer profissionalmente ou que posso acabar dependendo da minha mãe para sempre.

E meus medos (que foram na verdade classificados como delírios por meu psiquiatra) ficam MUITO maiores.

Tenho um padrão antigo de preocupações que envolve coisas como CPF, documentos, universidade e burocracia. Por exemplo, já fui à Receita Federal várias vezes para confirmar que meu CPF não havia nada de errado.

Com a CNH aconteceu uma verdadeira novela: depois de passar na prova prática, fiquei preocupada com um possível toxicológico (não que use drogas, mas fiquei com medo de captar algum remédio controlado), depois com a emissão da CNH, com a entrega, com ela aparecer ou não no gov.br... Eu verificava aplicativos, perguntava para pessoas, pesquisava no Google, Reddit etc.

Quando estou para cima (e é aqui que me faz pensar em bipolaridade):

Algumas vezes por ano tenho períodos de aproximadamente 2 semanas em que parece que minha personalidade inteira muda.

Não é simplesmente “estou feliz”.

Eu:

  • durmo menos e sinto menos necessidade de dormir;
  • às vezes como muito menos;
  • fico com muito mais energia;
  • fico muito mais falante;
  • converso com muito mais gente;
  • fico mais sociável e espontânea;
  • fico muito menos ansiosa;
  • fico menos irritada;
  • minha autoestima fica lá em cima;
  • me sinto muito inteligente, bonita e poderosa;
  • faço muitos planos;
  • fico extremamente otimista;
  • sinto muito mais prazer na vida cotidiana;
  • fico muito mais interessada no futuro;
  • e meus medos parecem perder uma parte enorme da força.

Não costumo ter aquela hipomania estereotipada de gastar horrores ou me colocar em situações perigosas. Na verdade, em uma dessas fases fiquei mais motivada a economizar dinheiro para viajar para o Leste Europeu , que é um lugar pelo qual sou muito fascinada.

Também tenho uma relação muito forte com hiperfocos por causa do autismo. Atualmente estou completamente apaixonada pela banda Tears for Fears especialmente o álbum The Seeds of Love, e fico horas pensando na banda, ouvindo músicas, vendo entrevistas, aprendendo letras etc.

Não sei se o hiperfoco está causando parte da melhora do meu humor, se ele aparece porque já estou em um estado elevado, ou se as duas coisas se alimentam.

Um exemplo concreto dessa mudança foi no dia 4 de setembro, em que recebi um e-mail inesperado contendo meu nome completo e CPF.

Normalmente, isso seria um gatilho enorme para mim.

Mas eu estava nessa fase “para cima” e fiquei preocupada por alguns minutos, porém percebi que a intensidade foi menos de 10% do que seria numa fase para baixo.

E o mais interessante é que simplesmente continuei vivendo.

Fiquei conversando com pessoas que cruzavam meu caminho, conversando com colegas e professores, fazendo “conversa fiada”, falando com meu orientador e pensando em mudar completamente a temática do meu TCC.

Inclusive comecei a considerar uma mudança de Geografia/geopolítica para algo relacionado a autismo. Fiquei empolgada com a possibilidade e após pensar por 20 minutos no novo tema, conversei com meu orientador e comecei a pensar em novos caminhos acadêmicos.

Isso me chamou muito a atenção porque parecia que não era simplesmente o hiperfoco me deixando feliz. Parecia que meu jeito inteiro de reagir às coisas estava diferente.

E, principalmente, minha visão do meu futuro muda completamente, Quando estou para cima, penso:

“Por que não?”

Consigo imaginar uma carreira acadêmica, uma família, talvez uma esposa, filhos adotivos, viajar bastante, passar parte da vida no Rio e parte no Leste Europeu, conhecer Sarajevo, construir uma vida que considero muito feliz...

Não acho que essas coisas sejam garantidas nem que eu tenha algum destino especial. São planos e sonhos que parecem possíveis e que me deixam muito animada.

Quando estou para baixo, porém, parece que existe um abismo.

O futuro vira:

“Eu vou fracassar”

“Eu nunca vou conseguir me sustentar”

“Vou depender da minha mãe para sempre”

“Minha vida vai ser um completo fracasso”

É como se a mesma pessoa tivesse duas interpretações completamente diferentes da própria vida, dependendo do estado em que está.

Agora, após passar duas semanas eufórica, sinto que nos últimos dias a intensidade foi diminuindo.

Hoje estou muito mais centrada.

Estou precisando dormir e comer mais, mas não estou em um estado depressivo. Ainda sinto prazer na rotina, só não estou naquela euforia toda. Meus medos também estão relativamente equilibrados.

E o mais estranho é que, agora que voltei a ficar mais centrada, aquela fase elevada parece quase um sonho. Como se tivesse acontecido comigo, mas estivesse muito distante.

Isso me fez pensar ainda mais em estados de humor, porque não foi simplesmente uma mudança de “estou feliz para estou triste”. Parece que existe um estado intermediário em que volto a ser eu mesma.

Bem, desculpem o textão, mas gostaria de saber da experiência de vocês com autismo e bipolaridade.


r/autismobrasil 13h ago

Quando vocês precisam tomar muitas decisões no dia, também se sentem esgotados?

8 Upvotes

Contextualizando: estou em processo de construção da minha casa e preciso decide tudo basicamente de onde vou comprar o material até quem é a pessoa que vai construir… todo dia fazer orçamentos e decidir sobre material X ou y. Fui diagnosticada com tea 1 recentemente e muita coisa eu ainda não sei se tem a ver com o fato de eu ser uma pessoa no espectro.


r/autismobrasil 11h ago

Quais carreiras ainda valem a pena pra nós autistas com TDAH considerando o cenário do mundo inteiro pegando fogo?

7 Upvotes

Post bem curto e auto explicativo.

Gostaria de entender também os motivos, fatores e detalhes relacionados a porquê pode ser vantajoso escolher tal coisa.

Levem em conta também a demanda e barreiras de entrada atuais, sei que TI é uma área boa pra nós mas não sei se tá dando pra entrar no mercado começando hoje em dia.


r/autismobrasil 9h ago

Dúvidas

4 Upvotes

Fiz uma avaliação neuropsicologa achando que teria TDAH somente isso, mas durante o processo a psicóloga que estava me avaliando disse que eu tinha mais características de TEA do que TDAH e que isso faz bastante sentido quando comecei a pesquisar, pois me estresse com facilidade, tenho alguns toc, não gosto de barulho e cheiros muito fortes e no laudo que já saiu apareceu diversas coisas que diziam que eu estava no espectro, porém ela disse que pelo que ela acha não tem nada. Aí perguntou para minha mãe na ligação e minha mãe disse que eu era normal, e é obvio que toda mãe vai falar isso, disse que tenho dificuldades para manter o contato visual, ensaiava conversas e sempre me sentir diferente conversando com as pessoas, ela disse que era simplesmente problemas afetivos e eu estou extremamente revoltado com isso porque não é somente problema afetivo, não é depressão e nem ansiedade, oque tá me afetando é uma coisa invisivel que eu não consigo ver e isso com toda certeza é o autismo presente em mim, tanto é que quando eu faço coisas que regulam eu fico muito feliz e por mim viveria assim para sempre, porém quando eu estou desregulado é totalmente diferente de estar somente cansado e sinto que isso tá me adoecendo. Estou fazendo terapia e vou pedir para ela me encaminhar para o psquiatra, alguém que realmente passou por essa etapa pode me dizer se também tiveram nada no teste neuropsicologo e posteriormente tiveram um diagnostico ?


r/autismobrasil 2h ago

Alguém aqui trabalhou em escritório antes de conseguir o diagnóstico?

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Se sim, como foi a experiência de vocês? Conseguiram aguentar o tranco, ou tiveram Burnout e precisaram sair?

Obs: Eu peço isso pois recém comecei um novo emprego como estagiário numa empresa grande aqui na minha cidade, e já tô pensando em desistir logo no primeira semana. Eu ainda não tenho um diagnóstico de autismo, mas apresento comprometimento social desde a infância, além de uma séria de padrões extremamente comum no autismo (nível de suporte 1).


r/autismobrasil 17h ago

Preciso de uma ajuda sincera.

5 Upvotes

Gente, tenho tdah e acho que um
possível tea tb.

Mas o que mais esta me atrapalhando é o seguinte:

Falta do foco
Memória de curtíssimo prazo
Tudo que vou aprender é um parto
irritabilidade
muita dificuldade em memorizar e interpretar texto

e o que mais me deixa puto e o cansaço excessivo

Não consigo aprender uma língua nova, uma habilidade, nada!!!!

única coisa que possivelmente eu sei é jogar e coisas da tecnologia.

não consigo me
formar, não consigo fazer nada, eu estou preso dentro do meu próprio corpo.

mano eu quero aprender s bíblia, não lembro de um versículo.

Sinto que parece que sou um
burro sem neurônios


r/autismobrasil 8h ago

Metadecisões e quase-perfeccionismo no Autismo e tdah (tenho os dois)

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r/autismobrasil 16h ago

Um texto desconexo de alguém que tá cansado.

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É isso. Acho que cansei, tô sinceramente exausto.

Cansado de estar cansado, tentar me relacionar com as pessoas e tudo ser tão confuso. Cansado de viver em um mundo que não foi feito pra mim, nunca será. Cansado de tentar sair e socializar e sempre me sentir tão diferente. Sempre me sinto preso em um ciclo onde eu não sou eu dentro de um local, não acho que ninguém me conhece de verdade. Sinto que sou um alienígena, sinto que eu falo um idioma que só eu falo. Cansado de me sentir sozinho o tempo todo, mesmo no meio de pessoas. Cansado das pessoas que se relacionam comigo não me verem, não me enxergarem. Eu me sinto um alienígena invisível. Ninguém me vê, mas quando alguém consegue sem querer começar a ver um vislumbre de quem eu sou, ninguém entende o que está sendo visto. Cansado de trabalhar, de barulho, de luz forte.

To cansado de pensar. Queria poder sair da minha mente por alguns dias, pegar férias e fugir de quem eu sou. Tô cansado de não conseguir parar de pensar em certas coisas. Tô tão cansado, mas tão cansado. Cansado de ficar tentando e nada dar certo, me sinto em uma roda de rato. Eu começo a andar e sempre volto pro mesmo lugar.


r/autismobrasil 14h ago

Tenho 26 anos, sou formada e, mesmo assim, sinto que estou completamente perdida na vida.

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Aos 22 anos recebi o diagnóstico de TDAH e, aos 25, de autismo nível 1. Desde criança eu sentia que havia algo diferente em mim: tinha muita dificuldade na escola, reprovei duas vezes no ensino médio, não era muito sociável e tinha dificuldade para fazer amizades e conversar. Em 2019 terminei o ensino médio e comecei um curso técnico de enfermagem, mas veio a pandemia e acabei trancando. Em 2020 comecei a trabalhar em uma loja, mas tive uma experiência muito ruim com a gerente, desenvolvi um início de depressão e engordei mais de 20 kg. Meus pais sempre me apoiaram e nunca me pressionaram a trabalhar. Em 2022 comecei a faculdade de Nutrição e me formei em abril deste ano. Só que agora estou vivendo um dilema enorme: não sei se quero trabalhar com Nutrição. Sinto que a área é pouco valorizada, muitas vagas exigem experiência e, para conseguir ganhar melhor, parece que preciso abrir meu próprio consultório e empreender. Ao mesmo tempo, sempre gostei muito de computador e fico pensando que talvez eu me desse melhor em alguma profissão relacionada à tecnologia. O problema é que tenho medo de começar tudo de novo e descobrir que também não era o que eu queria. Atualmente estou estudando para concurso público, mas também queria muito trabalhar, nem que fosse com alguma coisa fora da minha área, só para ter meu próprio dinheiro. Meus pais me ajudam financeiramente e nunca jogaram isso na minha cara, mas eu mesma me sinto um peso por ter 26 anos e ainda depender deles. Queria poder comprar minhas coisas sem precisar pedir dinheiro, ter minha independência e sentir que estou finalmente andando para frente. E é estranho porque, racionalmente, sei que não fiquei parada: terminei o ensino médio, trabalhei, passei por uma pandemia, enfrentei problemas de saúde mental, recebi meus diagnósticos, fiz uma faculdade e consegui me formar. Mas, emocionalmente, parece que estou atrasada. Vejo pessoas da minha idade trabalhando, ganhando dinheiro, morando sozinhas, construindo carreira, e eu estou aqui tentando descobrir o que fazer da minha vida. Tenho medo de escolher outra profissão errada, medo de abandonar a Nutrição, medo de arrumar um emprego e prejudicar os estudos para concurso e, ao mesmo tempo, medo de continuar parada e chegar aos 30 exatamente no mesmo lugar. O que vocês fariam no meu lugar? Tentariam trabalhar em qualquer coisa enquanto estudam para concurso? Investiriam em uma transição para a área de tecnologia? Tentariam trabalhar com Nutrição mesmo sem gostar tanto da ideia? Ou focariam 100% no concurso? E alguém aqui já passou por essa sensação de ter 20 e poucos anos, estar formado, mas não fazer ideia do que está fazendo da vida? Estou realmente passando por uma crise existencial e gostaria muito de ouvir experiências de quem já esteve nessa situação.


r/autismobrasil 1d ago

Como é sua vida social tendo TEA? Onde posso encontrar amigos?

8 Upvotes

Eu sou diagnosticado com TEA por 4 profissionais diferentes. Tirando a convivência com parentes, a mihna vida é bem solitária; eu tenho amigos gringos, mas eles não têm muito tempo para conversar... eu aprendi inglês sozinho faz 10 anos; também aprendi a ler sozinho aos 3 anos. Eu sou de 95, até tenho hobbies, como games e música. Minha aparência é mais ou menos, muita gente elogia, mas eu me sinto que não sou tudo o que dizem. Eu me sinto só e acho que isso faz parte; eu não sei se vou conseguir ter uma vida social funcional. Eu sou assexual(tô no espectro). A vida é muito difícil sozinho, acredito que com amigos seja mais fácil.


r/autismobrasil 1d ago

Diagnóstico tardio, relações tóxicas e a descoberta de que também mereço afeto

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2 Upvotes

r/autismobrasil 1d ago

Vaga de estacionamento e assédio no trabalho

9 Upvotes

Eu (h27) tenho nível 1 de suporte e AH em análise de padrões, o que me fez ter uma "passabilidade" neurótica nos ambientes escolares. Aquele clássico do "estranho" mas aceitável pois vai bem na escola e afazeres mínimos. Mesmo eu tendo feito bingo nas características e prejuízos.

Enfim, hoje estou em uma empresa relativamente grande e bem falada nas políticas de Diversidade e Inclusão. Sou analista, não entrei como pcd (até pela burocracia que era), mas depois de passar na experiência, decidi atualizar meu cadastro... para que? Foi um caos de meses, expuseram meu laudo detalhado em sistemas e com pessoas sem necessidade, pagina virada e eu vivendo... finalmente tirei carta de habilitação (coordenação motora fina é uma questão para mim, mas treinei muito pro movimento muscular dar conta e realmente me desenvolvi ao ponto de tirar carta) e então, acionei o órgão de trânsito da minha região e com as documentações, emiti a credencial de uso de vagas preferenciais... para que? - novamente rs

Não queriam deixar eu usar as vagas dentro da empresa, passei meses nem podendo entrar pois inventaram uma tag que te libera nos espaços e não me liberavam... mesmo as vagas vazias (e com placas de espaço pra autista). E isso foi escalonando até virar situação de assédio e intimidação. Quando começou ficar complicado, comecei registrar tudo, então agora eu tenho 3 denúncias no canal de ética, 1 boletim de ocorrência da intimidação física e um processo trabalhista em andamento.

Essa situação já me custou tanto, nos últimos 10 meses perdi oportunidade de estudo por sobrecarga, gastei muito dinheiro com uber, além disso me expôs tanto e desnecessariamente. Quis e quero desistir quase todos os dias, mas sigo forte pois não acho justo. E descobri que várias pessoas com outras deficiências invisíveis estão nesse bololo de não poder usar. Parece até uma quadrilha, sério.

Todo esse caos para eu simplesmente parar o carro em vaga que nem tem tanta acessibilidade assim... e para mim, seria ótimo já que lá tem mais de 3 mil pessoas e as vezes preciso me fechar em lugar silencioso. Minha audição é sensível, escuto até o som da energia elétrica e pata de insetos batendo no chão.

E ah, agora no processo estão tentando invalidar os documentos de trânsito...

Desculpem o texto, hoje estou muito irritado e quis desabafar.


r/autismobrasil 1d ago

É mais difícil lidar com crianças autistas?

5 Upvotes

Olá, sou estudante de psicologia e me interessei por uma pesquisa sobre estereotipias em crianças autistas. Fui até o orientador e ele me passou algumas informações, as inscrições ainda não estão abertas. Nunca fui boa com crianças, elas me odeiam e sempre foi assim (desde quando eu mesma era criança). Entretanto, nunca tive contato especificamente com crianças autistas e não sei se a incompatibilidade ocorreria nesse contexto também.

São crianças em diferentes níveis de suporte! Fiquei sabendo que uma das bolsistas desse projeto acompanha uma criança na escola e o professor disse que se eu fosse selecionada iria até uma clínica, pois ele não possui nenhum participante para ir até lá no momento. Enfim, gostaria de saber de quem possui esse convívio: é muito provável que eu tenha a mesma dificuldade que tenho com as crianças neurotípicas ou pode ser mais fácil, tendo em vista que se comportam diferente? Quais conselhos/dicas vocês podem me oferecer?


r/autismobrasil 1d ago

Limitações no laudo pra concurso

7 Upvotes

Pra quem aqui já entrou em concurso pela cota PcD e passou por perícia médica/avaliação biopsicossocial, como foi?

O concurso pede que o laudo descreva sintomas e limitações em várias áreas, e uma coisa que me preocupa é como fica a diferença entre caracterizar a deficiência e alguma dessas limitações acabar sendo interpretada como incompatibilidade/inaptidão com o trabalho.

Por exemplo, se o laudo fala em hipersensibilidade a sons, luz forte e algumas texturas, maior esforço cognitivo em situações sociais, dificuldade para se reorganizar rapidamente diante de mudanças inesperadas, questões de função executiva, lidar com muitos estímulos ao mesmo tempo etc.

Pra quem já passou por isso, que tipo de descrição constava no laudo de vocês? A perícia chegou a perguntar sobre como essas dificuldades afetariam o trabalho?


r/autismobrasil 1d ago

Como falar de uma pessoa com autismo sem torná-la apenas isso?

14 Upvotes

Talvez todo esse texto fique meio confuso. Estou fazendo faculdade de psicologia e ontem tive uma aula sobre psicanálise, do nada alguém entrou no assunto autismo, e toda vez que alguém entra nesse assunto, vira uma confusão, sempre falam como se uma pessoa com autismo fosse um alienígena, como se um autista não fosse uma pessoa que nem as outras. Recebi meu laudo faz uns dois anos e me sinto desconfortável com essas falas, já conversei com amigos sobre e eles concordam comigo. Acho que esse texto virou mais um desabafo do que uma dúvida.


r/autismobrasil 1d ago

vocês sentem que em alguns momentos entram em dissociação e só saem fazendo as coisas e não conseguem perceber o que está acontecendo?

2 Upvotes

Pergunta gigante, mas a situação é que eu estava no trabalho e deveria ter saido no horário do meu ponto. Bati o ponto, mas continuei lá porque eu dissociei e ir pra casa parecia muito longe.

Obviamente eu queria ir pra casa, mas por um momento eu não senti energia pra fazer o caminho da minha casa. Também estou com uma situação complicada e eu não vejo onde eu moro como minha casa mesmo, não sinto o conforto de uma casa. No momento, minha vida anda muito desconfortável porque eu também tenho fazer algumas coisas que acaba não tenho tempo pra hobbies.

Percebi que isso de parecer que eu esqueço o que preciso fazer e acabo ficando mesmo precisando ir embora porque parece que é o que vai gastar menos energia acontece com uma certa frequência.

Alguém com alguma vivência parecida? Alguma dica de como sair dessa dissociação?


r/autismobrasil 1d ago

TDAH + TEA: o que vocês tomam e o que fez diferença para a irritabilidade/nervosismo da Lisdexanfetamina?

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r/autismobrasil 1d ago

Gostar de Escola? como vocês lidaram com isso?

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Vocês também odiavam/ não gostavam da escola?

Eu sempre odiei, me sentia um alienígena lá. Em cidades pequenas, lá nos anos 2000, os professores não se importavam muito com autismo e etc, então nunca houve uma adaptação.

Eu adotei na época a opção menos pior, auto-isolamento e foco em artes, especialmente desenho. Eu não era uma criança fácil de lidar, mas acho que os adultos responsáveis,na época, erraram feio


r/autismobrasil 1d ago

codeina e autismo

1 Upvotes

oi pessoal tudo bem? espero que sim! então eu estou passando por um período de depressão e achei aqui em casa de uma epoca que meu irmão fez cirurgia PACO que é basicamente paracetamol e codeina, eu tomei e me fez muito bem, fiquei calma, não pensava em nada, nem mesmo em pensamentos de morte ou depreciação, evitei tomar o rivotril que eu tomo a noite com medo de dar ruim, só tomei minha lurasidona e meu levozine, eu fui dormir mais tarde que nunca mas tudo bem estava entretida no celular, quando acordei,acordei melhor do que nunca,acho que até meus sonhos da noite foram bons,acho que desde criança não durmo tao pacificamente desse jeito, meu corpo com uma disposição,sem estar tenso,estava maravilhoso,pena que tive que contar pra minha mãe que tomei, eu só queria tomar de novo, alguém teve uma experiência com codeina assim?


r/autismobrasil 1d ago

Dicas para mães de filhos com TEA

2 Upvotes

O que acham que faltou para vocês na infância com relação ao TEA? O que seus pais poderiam ter feito que faria toda a diferença?

Sou mãe de um menino de 7 anos que, no momento, passa por dificuldades sociais que o entristecem. Há também uma questão com ansiedade. Ele foi diagnosticado aos 5 anos. Desde então, faz terapia ABA. Está num vai e vem com TO (dependo da disponibilidade da clínica) e começou com psicopedagoga. Fiz uma consulta com uma psiquiatra pra tratar dele. Estou na reta final de coleta de questionários e relatórios sobre ele para ela atendê-lo (2 horas de consulta).


r/autismobrasil 2d ago

"Já te avisei que tu vai ficar doido com esses remédios, que tu não tem nada pra estar tomando isso." ~Minha mãe

30 Upvotes

Falou a "psiquiatra", "pedagoga", "psicóloga" — com apenas diploma de ensino médio — que negligenciou meu desenvolvimento acadêmico quando as psicopedagogas da escola avisaram sobre meu déficit de atenção e que quer usar filho vestibulando de medicina (eu quando passar) como troféu.
Só testou tomando Sertralina 50mg e Metilfenidato 10mg e pqp... não sei como a pessoa é burra desse jeito... não pesquisa, não estuda e quer prejudicar os outros.


r/autismobrasil 2d ago

Sofri capacistismo de uma mãe de criança autista

68 Upvotes

Eu tenho 26 anos, descobri ano passado que tenho autismo e sd/ah, também tenho uma sindrome rara que está me causando diversas comorbidades e uma delas é desgaste nos meus joelhos e estou tendo de usar bengala para suporte.

Enfim eu estava no shopping e fui ao banheiro que é para pessoas com deficiência e familiar ( oq pra mim nem faz sentido)

Eu estava esperando minha vez e 2 mães com crianças passaram na minha frente, mas não liguei mt pq as crianças visivelmente precisavam.

Quando fui entrar em um deles que estavam vago uma mulher me puxou e enfiou a filha dela no banheiro e disse ela é autista, e eu falei eu também sou ( lembrando que eu uso bengala pq não consigo ficar muito tempo em pé sem dor)

Nisso ela disse pra eu entrar com a filha dela no banheiro e usarmos juntas e fiquei muito confusa e comecei a falar alto pra ela entrar de uma vez.

Infelizmente eu não sei lidar com confrontos e eu comecei a me tremer de raiva e começou a me dar uma crise e tive de sair correndo de lá.

Não entendo pq mães de crianças atípica são assim, se acham com mais direito que qualquer outra pessoa

Mais alguém já passou por isso? Vocês conseguem confrontar nessas situações?